Guerra declarada do governo contra privilégios da era PT entrou na pauta do país. Até quem recebe Bolsa Família sustenta luxos da elite



A guerra declarada do governo federal contra os privilégios vergonhoso acumulados pela elite de servidores durante os governos do PT entrou definitivamente na pauta do país. É sabido que os governos de Lula e Dilma aparelharam a máquina pública de forma sistemática, de modo a assegurar a simpatia de servidores federais em todo o país.

Uma das formas mais nefastas adotadas pelos governos petistas para assegurar a fidelidade de servidores públicos foi promover a mais vergonhosa transferência de renda inversa da história da humanidade. No caso do Brasil, a situação é absurda, pois até os beneficiários dos programas sociais como Bolsa Família pagam pelos altos salários e privilégios indecentes de uma elite de servidores que recebe salários acima de R$ 30 mil.

A realidade que os representantes desta elite de privilegiados tentam mascarar é bem simples. Um cidadão sai de casa com R$ 100,00 para fazer suas compras e gasta todo o dinheiro, quando ele entra em sua casa, entra com apenas R$ 47,00 em produtos. Os outros R$ 57,00 ficaram lá fora, sob a forma de impostos.

E é justamente com este dinheiro tirado do povo que o governo é obrigado a manter os privilégios da elite de servidores. O que é mais revoltante é que este grupo representa 40% daquele 1% mais rico do país. 99% dos brasileiros são sacrificados com uma das mais altas cargas tributárias do mundo apenas para bancar os altos salários e privilégios de uma elite que está pouco se lixando para o povo. Há inclusive ironias entre membros da elite de servidores nas redes sociais. Eles perguntam "Quem mandou ser pobre?" ou "Quem mandou não estudar?"

O problema é que estes grupos são organizados e possuem grande influência nos meios de comunicação e nas redes sociais. Praticamente todos os setores do serviço público estão unidos na guerra contra o governo, que já conseguiu acabar com o imposto sindical obrigatório, os repasses para movimentos sociais, as mamatas da Lei Rouanet e outras formas criminosas adotadas pelo PT para distribuir o dinheiro do contribuinte e garantir a fidelidade dos grupos que premiou.

O problema do governo agora é que o inimigo é bem mais poderoso do que se imagina. Os setores do Judiciário estão há mais de um ano tentando desestabilizar o governo e até tentaram uma conspiração vergonhosa com os criminosos da JBS para derrubar o governo, sem se importar com as consequências desastrosas que a atitude criminosa causou ao país.

No caso da Previdência, muitos brasileiros estão sendo manipulados por estes grupos e sequer se dão conta de que estão caindo num verdadeiro conto do vigário. Não é difícil compreender como os esforços para assegurar privilégios são fáceis de serem derrubados. O governo que um regime único para todos os brasileiros, seja um servidor ou trabalhador da iniciativa privada. Regime único significa que todos deverão receber tratamento igual. Ou seja, todos os brasileiros receberão um teto de R$ 5.300,00 e terão que se aposentar com a mesma idade.

Os que lutam contra a reforma da previdência estão lutando contra a democracia do sistema que é pago pelo contribuinte. "Regime único" e "Direitos iguais" para todos significa acabar com a desigualdade. Não precisa desenhar para que as pessoas entendam que as altas aposentadorias pagas a algumas categorias do funcionalismo fazem com que a desigualdade entre o regime de previdência dos trabalhadores privados (INSS) e do setor público represente uma das mais vergonhosas formas de distribuição de riqueza inversa no mundo, em pleno século 21. Segundo dados do Ministério da Fazenda, o rombo causado nas contas públicas para cada membro desta elite é de R$ 78,6 mil ao ano. Comparando com o aposentado da iniciativa privada, que é de R$ 5,1 mil, fica claro que o trabalhador e o contribuinte bancam uma diferença de mais de 15 vezes maior para a elite de servidores que recebem altos salários do INSS. Este é praticamente o primeiro governo da história da República a mirar no fim dos privilégios das elites e buscar formas de distribuição das riquezas estabelecendo regras mais igualitárias.

Não é uma batalha fácil. Além de esclarecer a sociedade sobre como ela está sendo enganada, o governo terá que vencer o lobby poderoso de algumas categorias no Congresso, representados por entidades representativas de auditores fiscais, juízes, procuradores e funcionários de carreiras de Estado, como gestores, técnicos legislativos, profissionais da área de saúde, dentre outros. São servidores que recebem salários e benefícios entre R$ 9 mil e mais de R$ 33 mil, enquanto o trabalhador brasileiro recebe em média menos de dois mil reais ao se aposentar.

90 milhões de brasileiros recebem até um salário minimo. Ninguém nesta faixa de renda será afetado pela reforma da Previdência. Mas são justamente estes brasileiros que vão continuar pagando pelos altos salários e privilégios da próximas gerações da elite, caso a reforma não seja aprovada.

No caso do auxílio moradia, a única exceção que o governo considera estudar é no caso dos militares, que perderam o benefício no ano 2000. O presidente Michel Temer afirmou que é justa a reivindicação dos militares, pois muitos se deslocam com suas famílias para as regiões de fronteira do país. "Justo sempre é em relação as Forças Armadas porque você sabe que eles ganham muito menos do que o comum do servidores públicos. A defasagem de vencimentos é enorme", declarou o presidente em entrevista. "Então, justo eu acho que é. Mas isso não significa uma decisão. Significa que nós vamos examinar para ver se é possível ou não", afirmou o presidente, deixando clara sua reserva quanto a qualquer tipo de privilégio.

No caso dos deputados federais, apenas 11 dos 513 membros da Câmara recebem auxílio moradia, sendo que seis deles optaram pela forma mais vergonhosa de colher o privilégio, que é aquela em que o parlamentar não precisa explicar o que faz com o dinheiro do contribuinte.

O que está acontecendo no Brasil é uma proposta de mudança de paradigma no tocante à distribuição de riquezas produzida pelo povo. É uma guerra declarara aos privilégios vergonhosos concedidos pelos governos do PT para se manterem no poder. Obviamente, muitos servidores recebem estes benefícios vergonhosos pelo fato de eles serem legais perante a Lei. A maioria considera que estes benefícios são direitos adquiridos e sequer se dão conta de que são pagos com sacrifício por 99% dos brasileiros, incluindo o garoto que está vendendo balas no sinal de trânsito por não ter condições de frequentar uma escola.

Este não é o momento de criminalizar quem recebe os privilégios oferecidos pelos governos corruptos, embora muitos servidores que recebem altos salários já reconheçam que a manutenção de privilégios é uma vergonha em um país com mais de 50 milhões de brasileiros na pobreza. O juiz Roberto de Paula enviou uma carta ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) renunciando auxílios de seus salários, que juntos somam mais de 5 mil reais. A inciativa que era para ser aplaudida por toda a sociedade, foi duramente criticada pela Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA).

Em seu documento, enviado ao presidente do TJ-MA, Roberto de Oliveira Paula diz que os auxílios moradia, saúde, alimentação e livro são inconstitucionais., Mas segundo o presidente da entidade da categoria, o juiz Angelo Santos, o juiz que abriu mão de privilégios vergonhosos foi hipócrita ao tentar colocar a opinião pública contra a magistratura do estado.

“A manifestação é pura hipocrisia e visa colocar a opinião pública com a utilização de argumentos distorcidos contra a magistratura que vem prestando relevante serviço ao país”, declarou o juiz Angelo Santos, sem se envergonhar por defender uma casta de privilegiados que, de forma direta, ajuda a aprofundar as desigualdades no país. São 17 mil membros do judiciário recebendo o vergonhoso auxílio-moradia de quase R$ 5 mil, mesmo tendo vários imóveis onde atuam.

A sociedade brasileira precisa enfrentar os fatos e reconhecer que esta é a oportunidade de promover uma mudança na cultura da vantagem, na cultura do 'farinha pouca, meu pirão primeiro'. Enquanto a elite de servidores que integra o grupo de 1% mais ricos do país gasta seus ganhos 'excedentes' com futilidades e coisas de gosto duvidoso que vão parar no lixo, milhões de brasileiros ainda buscam seu sustento no mesmo lixo. O problema é que eles sequer imaginam que são eles que pagam para sustentar as elites do país. É chegado o momento da elite de servidores abrir mão de regalias e privilégios que jamais conseguiriam por mérito na iniciativa privada. O Brasil precisa avançar no combate à desigualdade. Apenas com a reforma da Previdência, o governo poderia devolver ao povo R$ 500 bilhões nos próximos anos por meio de melhores serviços públicos e redução de impostos. É dinheiro do povo. Nada mais justo. Regime único significa igualdade de direitos. Direitos iguais é um requisito básico em qualquer democracia.

Os que defendem a manutenção da desigualdade no Brasil estão defendendo o mesmo que  aqueles que defendem os bandidos do PT, que dizem dizem que Lula é inocente, que o impeachment foi golpe e que a reforma da previdência vai afetar os mais pobres. Este não é o momento para debater a hipocrisia dos que lutam pela manutenção de privilégios, pela manutenção da desigualdade, dos que não querem se nivelar ao resto do povo. Se você faz parte daquele grupo de 1% mais rico do país, vote em candidatos que votarem contra a reforma da Previdência. Apesar da consciência de que nem tudo que é legal é moral, de quem nem tudo que é lícito é ético, o Brasil é uma Democracia, onde é permitido até mesmo que as pessoas defendam a desigualdade.

Ah, e se você é um daqueles que andam dizendo que é possível cobrir o rombo apenas cobrando devedores da Previdência, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Ainda que os valores fossem suficientes, o buraco continuaria sendo aberto. O rombo da Previdência em 2018 será de R$ 268,8 bilhões enquanto o grosso da dívida ativa é de R$51,4 bilhões. A conta não fecha. Ademais, uma parte significante da dívida ativa é irrecuperável. Do total devidos pelas 250 maiores devedoras, cerca de 33% eram de empresas falidas, fechadas ou em Recuperação Judicial. Acompanhe os números no gráfico abaixo:



Acompanhe uma explicação rápida no vídeo abaixo:

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