Grande mídia fracassou ao tentar calar as pessoas nas redes sociais. Fake News visava garantir monopólio da comunicação de massa.



Os maiores meios de comunicação do país começam a arcar com as consequências por terem trocado o jornalismo pelo ativismo político ao longo dos últimos anos. Acuados pela resposta rápida das redes sociais e dos pequenos sites de opinião, os gigantes tremem, apelam para políticos e até mesmo para ministros do STF, sugerindo que seja realizada uma cassada contra o que chamam de Fake News.

Obviamente, há uma inversão de valores em curso, onde os grandes meios de comunicação se tornaram os maiores propagadores de notícias falsas e se depararam com uma forte resistência nas redes sociais. A situação dos grandes meios de comunicação é exatamente esta: não estão mais se sentindo confortáveis em tentar mentir e manipular a opinião pública descaradamente.

Não estão se sentindo confortáveis em divulgar despreocupadamente suas mentiras, meias verdades, insinuações maldosas, ilações sórdidas e matérias tendenciosas. Hoje há um patrulhamento sistemático de leitores capazes de distinguir uma notícia de um manifesto.

Se antes, os leitores mais atentos estavam limitados a área de comentários dos sites, devidamente moderados, hoje eles têm as redes sociais e podem fazer tanto barulho quanto qualquer grande meio de comunicação.

Não há mais como mentir, manipular ou doutrinar descaradamente sem que haja um custo, sem retaliações, sem consequências para a imagem da empresa. Hoje, um jornalista, editor ou colunista de um grande jornal precisa pensar duas vezes e resistir à tentação de produzir conteúdos de cunho ideológico partidário. Tentar vender opiniões e desinformações sob o rótulo de 'notícia' está se tornando uma atividade perigosa. Não adianta moderar comentário e calar os leitores indignados. Eles vão para as redes sociais ou criam um blog para denunciar a desfaçatez.

Há um grande abismo entre comunicar e opinar. Também há uma grande diferença entre comunicar de forma isenta e de forma irônica. São estas nuances gritantes que os meios de comunicação tentam impor ao público. Notícia é notícia, opinião é opinião. Os dois modelos de comunicação podem coexistir em qualquer veículo, mas não podem ser embaralhados aos olhos do público de forma que tudo pareça notícia visando emprestar credibilidade a opiniões pessoais de cunho político ideológico.

Hoje há uma clara separação entre uma coisa e outra. As pessoas, a partir das redes sociais, reagiram à insurgência dos grandes grupos de comunicação contra o livre pensamento. Deixaram de informar e passaram a manipular. A resposta veio rápido e o resultado foi justamente o surgimento de influenciadores capazes de contestar o desvirtuamento das atribuições destes meios de comunicação que possuem concessão do Estado para informar o cidadão. Pessoas inconformadas com tanta manipulação criaram seus próprios sites e blogs e alcançaram o grande público por meio das redes sociais. Não há como classificar um blog de opinião como Fake News, pois aquilo não é notícia, mas sim análise da notícia, opinião, que também é uma forma de comunicação. Este rótulo tem por objetivo desqualificar a opinião pública e inibir que a sociedade manifeste seu descontentamento com os meios de comunicação. É algo bem parecido com o famigerado patrulhamento ortográfico que impediu que milhões de belas cartas de amor, projetos fantásticos e soluções criativas para a humanidade deixassem de ser escritos por gênios que tinham receio de serem ridicularizados por não saberem escrever corretamente. É uma forma de inibir a liberdade de expressão, umdireito fundamental de qualquer cidadão

Embora a linguagem destes novos formadores de opinião seja menos formal, técnica ou apurada, o fato é que não estão limitados a regras, métricas e métodos. Não há o falso pudor da imprensa tradicional. Se Lula se tornou um criminoso condenado pela Justiça em duas instâncias, não há qualquer problema em chamá-lo de ladrão. Um outro exemplo: Dilma se elegeu com dinheiro roubado da Petrobras e sabotou a Democracia do Brasil para chegar ao poder. Além da grande mídia não ter coragem de abordar os fatos da forma que a sociedade enxerga, ainda tratam criminosos condenado como candidatos à Presidência da República, Senado, etc. Não há como culpar a sociedade por desconfiar que todos devem favores aos corruptos por tratá-los com tanta deferência.

Não há como classificar uma opinião sobre um fato como Fake News, pois está é uma forma covarde de tentar calar a sociedade e assegurar o monopólio da comunicação de massa. Normalmente, os sites de opinião possuem áreas de comentários livres de moderação, o que não ocorre em sites controlados por grupos econômicos cujos profissionais são ativistas políticos defendendo os interesses de seus financiadores.

Há poucos dias, o jornal O GLOBO publicou uma matéria com o seguinte título:  "Alexandre de Moraes deve defender prisão só após STJ confirmar sentença". O jornalista omitiu várias manifestações do ministro sobre ser favorável ao cumprimento da sentença após condenação em segunda instância. Uma semana depois, Moraes votou de acordo com o que havia defendido anteriormente, contrariando a 'notícia' do GLOBO. Isto é Fake News, pois está inserida em um grande veículo e vendida sob a forma de notícia.

Obviamente, os grandes meios de comunicação perderam credibilidade junto ao público justamente por subestimar o senso crítico da sociedade. Querer manipular a grande massa imaginando que leitores mais atentos vão permanecer em silêncio é algo que definitivamente não vai rolar daqui para frente.

A iniciativa dos grandes meios de comunicação em tentar rotular a resposta da sociedade aos seus métodos de manipulação como Fake News é uma forma desesperada de assegurar o monopólio da comunicação de massa que fracassou.

Um dos episódios mais emblemático desta ousadia dos grandes veículos foi o descaramento com que tentaram patrocinar a conspiração do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com os criminosos da JBS, em conluio com o STF. O ministro Edson Fachin violou a Lei de delação premiada ao homologar u acordo de Joesley Batista, como a conivência dos colegas da Corte. A Lei de delação premiada veta benefícios a chefes de organizações criminosas. A Globo, Folha e outros blogs controlados pelo mercado financeiro se lançaram de corpo e alma na aventura de manipular a opinião pública para derrubar um governo e se deram mal. Ninguém engoliu tanta cretinice desta turma agora tenta fazer cara de paisagem, mas que continua com seu ativismo político econômico sabotando os interesses do país através de notinhas maliciosas, ilações e fofoquinhas desmentidas no dia seguinte.

 Os meios de comunicação terão que escolher entre a entrega de notícias isentas ou se converterem em tabloides panfletários. Subestimar a inteligência dos leitores capazes de oferecer uma resposta nas redes sociais ou em pequenos sites é um erro que pode custar muito caro a longo prazo. Sem reputação ou credibilidade, não entra dinheiro. A própria Rede Globo se viu forçada a lançar uma campanha há poucas semanas admitindo que não consegue agradar a todos. Arrastando esta afirmação para o setor de jornalismo do grupo, fica claro que a linha editorial tinha um lado.

A Folha também acaba de jogar a toalha com a maior rede social do mundo, o Facebook, e proferir um ataque aos meios de comunicação alternativos. Em editorial, a publicação informou que "Do último trimestre do ano passado até o momento, as páginas brasileiras de notícias falsas e sensacionalistas ganharam engajamento no Facebook, e o jornalismo profissional apresentou queda".

Segundo a Folha, o engajamento nas páginas de Fake News está superando o alcance das páginas da imprensa tradicional. O problema é que a publicação não se conforma com o fato dos robôs do Facebook serem mais capazes de capturar a comportamento da sociedade do que seus ilustres analistas e editores.

Em seu editorial, a Folha alega que "As páginas consideradas disseminadoras de "fake news" foram identificadas após buscas na plataforma. Variam de pequeno porte, de 14 mil seguidores, a grande porte, com mais de 2 milhões. Elas postam também notícias verdadeiras, próprias ou replicadas de outros veículos".

Em resposta às queixas da Folha, "O Facebook afirma que "o engajamento de páginas não oferece uma leitura correta sobre o alcance a distribuição no feed de notícias, já que usamos uma ampla combinação de sinais para medir interações significativas". Na prática, o algoritmo da rede social é mais sensível ao anseios da sociedade, que se manifesta justamente através da tão desejado engajamento pelo Folha. As interações dos usuários refletem seu humor em relação à informação e para o Facebook, é isso que importa. Não há qualquer possibilidade dos programadores da rede social criarem um algoritmo para agradar a Folha e outros veículos chorosos.

O fato é que as redes sociais são ambientes hostis à mentiras, sejam elas propagadas por usuários, pequenos ou grandes meios de comunicação. Os aventureiros que tentam se promover nas redes sociais através de mentiras são logo rechaçados pela maioria dos usuários. Seja uma pessoa, um blog ou a Folha, a regra é a mesa: não sabe brincar, não desce pro play.
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