Governo vai baixar preço da gasolina mesmo sem a reforma da Previdência. Além dos cortes da Petrobras, vem aí redução no PIS/Cofins



O governo pretende mesmo reduzir o preço dos combustíveis no pais nas próximas semanas, mesmo diante da possibilidade de não conseguir aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Mas para que o consumidor seja beneficiado com a redução dos preços, foi preciso acionar a Polícia Federal para garantir que a redução chegue nas bombas de combustíveis.

Segundo informou o Painel da Folha, "O pedido do governo para que o Cade ((Conselho Administrativo de Defesa Econômica) monte uma operação para investigar cartel em postos de gasolina tem um pano de fundo: o Planalto quer anunciar uma redução no PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis, mas só o fará com a certeza de que a redução vai chegar na bomba".

Quando ocorrem aumentos nos preços dos combustíveis, o reajustes são repassados para o consumidor imediatamente pelos postos. O mesmo não ocorre quando há redução nos preços. Há uma estimativa de que cartéis organizados drenem bilhões dos consumidores todos os anos com a combinação de preços, o que é uma prática criminosa.  A Secretaria Geral da Presidência da República já havia informado que o governo tinha acionado o Cade para investigar por que reduções nos preços da gasolina não estão chegando aos postos de combustíveis. O presidente Michel Temer já havia dito que o governo estuda uma fórmula jurídica para obrigar o repasse de reduções nos preços às bombas.

Em São Paulo, maior consumidor do País, o litro da gasolina custa em média R$ 3,614, enquanto em  Minas Gerais, o valor é de mais de R$ 4.00.  Nos últimos três dias, Petrobras anunciou diminuição de valores do diesel e da gasolina de 1,8% e 0% na quarta-feira (7); 0,7% e 1,5% quinta-feira (8) e 2,6% e 3% sexta-feira (9). Estas reduções, no entanto, não possuem relação com o projeto do governo de cortar parte do PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis, quando haverá uma queda mais significativa nos preços.

Caso a reforma da Previdência seja aprovada, o governo terá uma margem ainda maior para a redução dos preços não apenas dos combustíveis, mas também de outros produtos, como eletrodomésticos, automóveis, eletroeletrônicos e alimentos. A estimativa é a de que, com a reforma, o governo consiga tirar mais de R$ 500 bilhões da elite de servidores e devolver ao povo em forma de  melhores serviços e impostos mais baixos. 
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