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Governo parte com tudo para cima dos comunistas que querem implantar curso na UnB



O Governo federal resolveu partir com tudo para cima de um grupo de servidores públicos que pretende usar o dinheiro do contribuinte e instalações de uma universidade pública para divulgar ideais comunistas e contestar as instituições do país. A guerra declarada é contra um grupo de professores e diretores ligados ao PT que tentam aplicar uma disciplina de orientação de esquerda no curso de Ciências Polícias oferecida pela Universidade de Brasília (UNB).

A iniciativa acintosa causou polêmica nas redes sociais e tem agora uma reação forte do governo do presidente Michel Temer como resposta. O governo anunciou nesta quinta-feira (22) por meio do Ministério da Educação (MEC), que vai processar por improbidade administrativa os responsáveis pelas aulas sobre “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. O nome é referência ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A disciplina faz parte do curso de graduação em Ciências Políticas da universidade neste semestre. O curso inclui entre os módulos “O governo ilegítimo e a resistência”, que foi considerado pelo MEC, junto com “Democratização e Desdemocratização” e “O PT e o pacto Lulista” um “ataque  claro às instituições brasileiras, incluindo o próprio Supremo Tribunal Federal (STF)”. O MEC considerou que a disciplina tem “indicativos de ter sido criada exclusivamente para militância partidária”

Em nota, o ministro da educação Mendonça Filho disse lamentar que uma instituição respeitada como a UNB se aproprie do bem público para “promoção de pensamentos político-partidário”. O MEC informou que “irá encaminhar solicitação para a Advocacia-Geral da União (AGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF) para a apuração de improbidade administrativa por parte dos responsáveis pela criação da disciplina na Universidade de Brasília (UnB) por fazer proselitismo político e ideológico de uma corrente política usando uma instituição pública de ensino”

A ex-presidente Dilma Rousseff criticou a iniciativa anunciada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, de que irá acionar órgãos de controle para vetar do programa do curso. "Censurar, agora, uma disciplina na UNB que caracteriza como golpe o processo inaugurado pelo impeachment, em 2016, deixa evidente o aprofundamento do arbítrio e da censura". "Os atos do pseudo-ministro são uma terrível agressão à autonomia universitária, à cultura acadêmica, à livre circulação de ideias e à própria democracia. É abuso típico dos estados de exceção. Os maiores inimigos da cultura e da educação" queixou-se em sua página no Facebook a ex-presidente afastada do poder por crime de responsabilidade.

O ministro Mendonça Filho reiterou que vai processar por improbidade administrativa os responsáveis por tamanho desvirtuamento de uma instituição de ensino. Não houve golpe. Dilma foi afastada do cargo por meio de um processo que observou todos os tramites legais vigentes na Constituição do país. Após ter seu projeto de reforma da Previdência adiado, Temer promete tolerância zero contra representantes da esquerda que insistem em sabotar seu governo.

O próprio Mendonça Filho usou seu perfil no Twitter para responder diretamente à ex-presidente Dilma:

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