Gleisi Hoffmann se beneficiou diretamente com a morte de Teori Zavascki Ministro do STF estava prestes a enviar inquéritos dela para TRE do Paraná



A morte do mais temido relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Teori Zavascki numa tarde de quinta-feira (19) de janeiro de 2017 ainda está envolta em mistérios. Reconhecido como linha dura no combate à corrupção, Teori morreu, aos 68 anos, após a queda de um avião em Paraty, O ministro estava prestes a homologar a delação da Odebrecht, o maior acordo da história da Lava Jato.

Ma mesa de Teori, outras denúncias graves também deveriam ser desengavetadas logo que ele retornasse ao trabalho, em fevereiro daquele ano. Havia denúncias contra os ex-presidentes Dilma Rousseff, Lula e vários senadores do PT.

Naquela ocasião, o mandato da Senadora Gleisi Hoffmann, PT-PR, estava por um fio. Além dos inquéritos no STF, a petista tinha uma baita dor de cabeça pela frente. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia solicitado acesso a informações apuradas pela Lava Jato relativas à senadora que estavam sob os cuidados do então relator da investigação.

Tudo se encaminhava para um processo de cassação do mandato de Gleisi, pois o ministro Teori Zavascki, acabou concordando em enviar as informações sobre Gleisi para a Justiça eleitoral do Paraná.

Entre as informações solicitadas pelo TRE-PR, constavam o as declarações prestadas pelo doleiro Alberto Youssef sobre um repasse de R$ 1 milhão para a campanha da petista ao Senado em 2010. Teori Zavascki já havia se decidido a acatar o pedido do Tribunal Eleitoral, segundo a jornalista Bárbara Lobato;

Ao concordar em fornecer as informações à Justiça Eleitoral do Paraná, Teori reconhecia  que os indícios de crime eleitoral presentes na delação do doleiro, o que poderia levar à cassação do mandato de Gleisi. O simples fato de concordar que havia relevância nas informações sobre os supostos crimes, já era um indicativo sobre a gravidade da situação da senadora naqueles dias que antecederam a morte do Teori Zavascki.

Não há informações sobre o andamento do processo contra Gleisi no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná após a morte do ministro do STF. A fatalidade pode ter beneficiado diretamente a senadora petista. O ministro Luiz Edson Fachin se tornou o relator da Lava Jato no Supremo. Não há qualquer indicativo de que o processo de Gleisi no TRE do Paraná tenha prosperado, um ano após a morte de Teori.
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