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Gleisi Hoffmann não dura até a eleição. Senadora do PT deve perder mandato ainda no primeiro semestre



A senadora Gleisi Hoffmann pode precisar rever sua decisão de desistir do Senado e concorrer ao cargo de deputada federal este ano, com vistas a garantir a manutenção do foro privilegiado. Gleisi não contava com a possibilidade de ser julgada no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda este ano. Afinal, o processo em que figura como ré, acusada pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro estava parado há cerca de três anos.

Mas ao que tudo indica, o jogo virou. Pressionado pela demora nos casos da Lava Jato na Corte, o relator dos processos referentes à investigação, ministro Edson Fachin, resolveu dar celeridade ao caso de Gleisi e quer o processo concluído ainda no primeiro semestre, quando deverá ocorrer o julgamento da petista, do marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, e do empresário Ernesto Kugler

Fachin já enviou o processo para o colega Celso de Mello, que é o ministro revisor da Lava-Jato. Ele tem a responsabilidade de analisar o caso mais detidamente que os outros integrantes da Segunda Turma e votar logo depois do relator. Assim que o decano do STF elaborar o voto, Fachin poderá agendar o julgamento. Os dois ministros já alinharam que o caso ficará por pouco tempo no gabinete do revisor.

Os dois processos foram escolhidos porque já estão praticamente concluídos. O caso de Gleisi é o mais adiantado e, portanto, deve ser julgado antes. A investigação contra a petista chegou ao STF na primeira leva de inquéritos da Lava-Jato, em março de 2015. Em setembro do ano seguinte, os ministros da Segunda Turma aceitaram a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e transformaram o inquérito em ação penal. Condenada, Gleisi perde o mandato, perde o foro privilegiado e pode ser presa antes da eleição.

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