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Forças Armadas cercam Secretaria de Segurança Pública do Rio. Civis perdem controle sobre segurança no estado



A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro está cercada por militares do Exército. Homens fortemente armados controlam a saída e entrada de pessoas no órgão, que passou a ser comandado pelo General Braga Netto, interventor de natureza militar nomeado pelo presidente Michel Temer.

Com a intervenção federal na segurança, as Forças Armadas assumem o comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio. Também serão comandados o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Ao longo dos próximos dias, o interventor deve determinar uma varredura em todos os 51 presídios no Rio, que também passarão a ser controlados por homens do Exército. Com a decisão de Temer, anunciada nesta sexta-feira, toda a cadeia de comando das forças de segurança fluminenses passa a responder a Braga Netto, atual líder do Comando Militar do Leste (CML).

A responsabilidade direta pela intervenção fica a cargo do Comandante Supremo das Forças Armadas, o Presidente da República Michel Temer, única autoridade a quem terá de que se reportar o interventor de natureza militar. Segundo analistas em Segurança Pública, o presidente assumiu uma responsabilidade enorme, tendo em vista que autoridades do estado do Rio de Janeiro vem sendo coniventes com o crime organizado há décadas. O General Braga Netto terá o poder de afastar comandantes de batalhões da Polícia Militar e recomendar procedimentos contra oficiais envolvidos em ilícitos.

O Secretaria de Segurança Pública foi isolada pelos militares logo que a exoneração do secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Sá, foi publicada na edição desta segunda-feira (19) do Diário Oficial do RJ.

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