linkaki

FHC ataca governo Temer e critica intervenção no Rio de Janeiro. Rodrigo Maia diz que é inveja



Estava mesmo demorando para que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifestasse sobre a decisão do presidente Michel Temer em decretar a intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro. O tucano ficou alguns dias em cima do muro, provavelmente torcendo para o fracasso da inciativa, mas com os altíssimos índices de aprovação popular da intervenção em todo o país, mais de 80%, FHC, acabara por precipitar FHC a se expor. Ou melhor, expor seus ressentimentos.


Em entrevista nesta terça-feira no evento "Fórum Estadao", o tucano demonstrou embaraço ao opinar sobre o decreto do governo:

— Não sei quais foram os motivos que levaram (à intervenção) a não ser mesmo a segurança. Tem outros? Pode tirar proveito? É legítimo tirar proveito. Acho que o governo fez porque está encurralado. Tem que fazer alguma coisa e governos que não são fortes apelam para o militar — acusou  FHC, que havia até começado bem a conversa, mas acabou descambando para acusações.

Ao ser cobrado por uma explicação melhor, o tucano se descontrolou:

— Eu sei lá. Não sou especialista em segurança pública. Não sei qual é a solução.

— Não pode ser (uma ação) de repente e espetacular. É um processo que precisa ter continuidade e perseverança. Tem que restabelecer a confiança da população com a autoridade.

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, FHC está é com inveja:

“Lamento que o presidente Fernando Henrique não tenha assumido para ele o problema da segurança pública. Talvez, se em 1995 o governo tivesse cuidado da segurança pública, a gente não estaria passando pelos problemas que a gente passa hoje e talvez a gente não tivesse 60 mil mortos por homicídio”, disse Maia ao O GLOBO

“Talvez o presidente Fernando Henrique possa estar com um pouquinho de inveja da decisão correta que o presidente Michel Temer tomou”, acrescentou o presidente da Câmara,

FHC está do lado de outros críticos da intervenção como, os membros do PT, a banda podre da PM do Rio, Caetano Veloso, Paula Lavigne, Wagner Moura, Guilherme Boulos e outros representantes da esquerda do movimento 342 Agora, que lançou nesta terça-feira um manifesto contra a intervenção no Rio 

Informe seu Email para receber notícias :