Fachin ouve pedidos de clemência de advogados e militantes do PT para livrar Lula da prisão



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, transformou a Corte em ouvidoria pró-Lula e está recebendo a visita de grupos de pessoas interessadas em livrar o ex-presidente da prisão, prevista para as próximas semanas.

Esta semana, Fachin ouviu o novo advogado de luxo de Lula, Sepúlveda Pertence, que já foi presidente do STF e indicou a atual presidente, ministra Cármen Lúcia, para uma cadeira no Supremo durante o governo Lula.

Como tem circulação livre nos corredores do STF, Sepúlveda Pertence foi lá para tratar do habeas corpus apresentado pela defesa de Lula pedindo para que o petista não seja preso, apesar de ter sido condenado em segunda instância à uma pena de mais de 12 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.


Agora, o novo advogado de Lula tenta convencer o ministro do Supremo, o mesmo que homologou a delação dos criminosos da JBS, a flexibilizar a regra em vigor no STF sobre a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância no caso de Lula, que já teve um pedido de habeas corpus preventivo negado pelo STJ.

— É possível (o STF dar liminar antes de o caso terminar de ser analisado no STJ). Foi negada a liminar (no STJ). E a liminar, no caso, é importantíssima a rapidez dela dada a velocidade porto-alegrense da justiça — afirmou Pertence após meia hora de conversa com Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Em janeiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), confirmou a condenação de Lula e confirmou que o petista deverá ser preso em breve, logo que seu recurso for analisado pelo próprio TRF-4. A corte possui uma súmula publicada em 2016, na qual defende que condenados pelo colegiado comessem a cumprir a execução da pena, enquanto recorrem a instâncias superiores.

Na sexta-feira, Fachin recebe às 15h em seu gabinete Gilberto Carvalho, que já foi chefe-de-gabinete de Lula e ministro da ex-presidente Dilma Rousseff. O petista também vai tratar com Fachin sobre o pedido de habeas corpus preventivo que pede para Lula não ser preso. Se continuar assim, logo vai se formar uma fila de militantes do PT MST e CUT na porta do STF. Todos vão pedir para Fachin 'flexibilizar' o entendimento em vigor no país apenas para liberar Lula da prisão. 
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