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Dilma liberou os R$180 Milhões distribuídos por integrante de organização criminosa a advogados de Lula e mulher de Cabral - Fecomércio-RJ foi usada de fachada para desvios de verbas federais



A ex-presidente Dilma Rousseff  é a responsável pelo repasse de R$ 180 milhões ao sistema Sesc/Senac- RJ, repassados de forma irregular para o para o escritório Teixeira, Martins & Advogados, responsável pela defesa do ex-presidente Lula e para Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

O responsável pelos repasses, ex-presidente do  Sesc/Senac- RJ, Orlando Diniz, preso preventivamente esta semana, é acusado de integrar uma organização criminosa especializada em desvios de recursos públicos. Embora a imprensa tenha destacado o fato de Orlando Diniz ocupar a Presidência da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio)

A investigação da Operação Lava Jato do Rio investiga a contratação, nos últimos quatro anos, de escritórios de advocacia com verba pública federal do Sesc/Senac no valor de R$ 180 milhões. Deste total, a mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, teria embolsado cerca de R$ 20 milhões e o  escritório Teixeira, Martins & Advogados, cerca de R$ 68 milhões.

A investigação sugere um esquema que visava dificuldades para vender facilidades. A ex-mulher de Orlando Diniz relatou que em 2011 houve um pedido de intervenção do Sesc nacional e também abertura de procedimento no Tribunal de Contas da União, TCU.

Danielle de Andrade contou que, em 2012, durante uma reunião no Senac, um advogado disse que o problema era político e indicou o escritório de Roberto Teixeira ‘como capacitado para manter Orlando na presidência do Sesc e Senac Rio’. A ex-mulher relatou que o advogado informou que Roberto Teixeira ‘poderia resolver a questão por ter boa relação’ com o então presidente do conselho fiscal do Departamento Nacional do Sesc, que assinava os pedidos de intervenção e denúncias. Obviamente, todos sabiam que Teixeira era o advogado de Lula, que por sua vez, mandava em Dilma, que por sua vez, controlava o TCU.

Teixeira, o advogado de Lula, afirmou ainda que teria boas relações com o  Carlos Eduardo Gabas, o ex-ministro da Previdência Social do governo Dilma que ajudou a petista a fraudar o INSS para obter sua aposentadoria em menos de 24 horas.  Gabas era o então presidente do conselho fiscal do departamento nacional do Sesc. Segundo a diretora do Senac-RJ, "os advogados do escritório aceitaram que o contrato fosse firmado com a Fecomércio-RJ, que não passa por auditorias da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União". Isto significa que, ao contrário de que anda divulgando a imprensa, não se sabe a que propósito, Fecomércio-RJ foi usada de fachada para acobertar desvios de verbas federais.

A entrada da mulher Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, no esquema, pode ser explicada pela boa relação de Dilma e Lula com o ex-governador do Rio, que se encontra preso na Lava Jato em Curitiba.

O fato é que as investigações da Operação Lava Jato se concentram no desvio de R$ 180 milhões em repasses federais ao Sesc/Senac do Rio, então presidido por Orlando Diniz. Os repasses foram feitos pelo governo Dilma. Diniz repassou parte deste dinheiro para os advogados de Lula e a mulher de Cabral, o que estabelece um circulo de interesses comuns.

O Ministério Público Federal investiga se a contratação dos escritórios de advocacia não foi apenas para defender interesses pessoais e se manter no cargo. Entre os escritórios contratados por Diniz estão o da ex-primeira dama Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, por R$ 20 milhões. E o escritório de Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, o mesmo que defende o ex-presidente Lula na Lava-Jato, foi o que recebeu o maior valor: R$ 68 milhões.

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