Dilma disse que Marcelo Odebrecht foi torturado para delatá-la. Pelo visto, a desculpa colou. Lula vai para a cadeia e ela vai passear na Europa com o dinheiro do povo




Enquanto o ex-presidente Lula arruma sua pequena malinha e se prepara para ir passar uma temporada no presídio do Complexo Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a ex-presidente Dilma Rousseff faz planos de viajar para a Europa com todas as despesas pagas pelo contribuinte brasileiro.

Além da indignação com o desprezo da petista com o dinheiro do povo, a sociedade também quer saber se Dilma vai escapar ilesa de todo o processo criminoso que comandou em seu governo quando era a chefe do executivo. Dilma, de acordo com dezenas de testemunhas da Lava Jato, esteve no olho do furacão da corrupção do PT na administração federal.

Mesmo tendo estado presente no epicentro do maior assalto aos cofres públicos da história da República, a petista permanece impune e celebrando a própria impunidade com o dinheiro do contribuinte.

A delação dos executivos da Odebrecht foi dos episódios mais prosaicos sobre as delações envolvendo o nome da petista. Na época,  acuada com a devastadora delação do executivo Marcelo Odebrecht, a ex-presidente Dilma Rousseff acabou perdendo completamente a noção da realidade durante em entrevista à Folha.

Dilma afirmou na ocasião que o executivo "foi submetido a uma variante de tortura" e que "sofreu muitos tipos de pressão" para aceitar virar delator e que seus depoimentos são "uma coisa absolutamente ridícula".

"Eu tenho a impressão de que o senhor Marcelo Odebrecht, para que sua delação fosse aceita, tinha de falar sobre coisas ilícitas da minha campanha e inventou essa ficção".

Folha - A senhora quer dizer que os investigadores o pressionaram para envolvê-la?

Dilma - "Olha, eu tenho a impressão de que o senhor Marcelo Odebrecht sofreu muitos tipos de pressão. Muitos tipos de pressão. Por isso, não venham com delaçãozinha de uma pessoa que foi submetida a uma variante de tortura, minha filha. Ou melhor, de coação. Ele nunca teve essa proximidade comigo [para tratar de verba de campanha]. Da minha parte sempre houve uma imensa desconfiança dele", alegou a petista, que se reuniu dezenas de vezes com o executivo para tratar de assuntos de interesse mútuo.

O executivo não apenas confirmou que repassou mais de R$ 150 milhões em propina para a petista, como informou em depoimento à Justiça Eleitoral que alertou Dilma sobre a contaminação de sua campanha com dinheiro depositado em contas no exterior para saldar dívidas de campanha que ela tinha com o marqueteiro João Santana, que também confirmou a informação em sua delação.

Dilma foi questionada pela reportagem obre este trecho da delação, mas acabou se enrolando:

Folha - Marcelo também diz que, já com a Lava Jato em curso, avisou a senhora, num encontro no México, que a sua campanha poderia ser contaminada, pois ele havia feito pagamentos ao marqueteiro João Santana no exterior.

Dilma - Eu viajei ao México para um encontro com o [presidente] Peña Nieto e depois houve um almoço e uma reunião com empresários. O Marcelo estava lá. No fim do dia, eu já estava saindo para o aeroporto, atrasada, mas queria ir ao banheiro. Fui para [o toalete de] uma sala reservada e fiz o que tinha que fazer [risos]. Quando voltei, tá lá o senhor Marcelo nessa sala. Ele começou a falar comigo, do jeito Marcelo, tudo meio embrulhado. E eu numa pressa louca, olhando pra ele. Não entendi patavina do que ele falava. Niente ["nada", em italiano]. Ele diz que me contou que poderia ocorrer contaminação. Mas eu não tinha conta no exterior. Se o João tinha, o que eu tenho com o João? Por que eu teria que saber?, indagou a petista.
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