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Dilma continua se escondendo e seguindo recomendações para ser 'esquecida'



Enquanto setores da esquerda especulam sobre a possibilidade da ex-presidente Dilma Rousseff concorrer a algum cargo eletivo nas próximas eleições, falam em disputa a uma vaga no Senado por Minas Gerais ou Piaui, a maior preocupação da petista no momento é evitar se manter em evidência.

Um fato que todos no PT fingem ignorar, exceto a própria Dilma, é que a petista caiu na Lei da Ficha Suja e não pode concorrer a cargos eletivos até o ano de 2024.  Dilma foi condenada por um colegiado de alta instância pelo crime de responsabilidade fiscal em 2016, durante o processo de impeachment que culminou na perda de seu mandato. Embora a gambiarra providenciada às pressas pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski tenha mantido os direitos políticos da petista no fatiamento do impeachment, Dilma está legalmente impedida de concorrer em eleições.

Conseguir um mandato seria justamente aquilo que poderia lhe poupar de outros constrangimentos legais que se avizinham. Esta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Edson Fachin, do STF, que o inquérito que apura suposto esquema de compra de apoio político dos partidos PROS, PRB, PC do B, PDT e PP para a Coligação "Com a força do povo", da candidatura de Dilma  à Presidência em 2014, seja enviado para a Justiça Federal de São Paulo.

Assim, a investigação que envolve os ex-ministros Marcos Pereira (PRB), Guido Mantega, Antonio Palocci, o ex-ministro e atual prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva (PT), o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o publicitário João Santana, entre outros, pode não tramitar mais na Suprema Corte.

Segundo a PGR, como os fatos investigados foram praticados, na maior parte, em São Paulo, "notadamente na sede do Grupo Odebrecht, lobby do hotel Renaissance, comitê de Dilma e gabinete de Edinho Silva na Assembleia Legislativa", o caso deve ser remetido à Seção Judiciária de São Paulo.

"Considerando que não há investigados detentores de prerrogativa de foro por função na Suprema Corte, a apuração deve ser declinada ao juízo competente, no caso a Seção Judiciária de São Paulo", completa Raquel.

Dilma está apavorada com o andamento das investigações e tem evitado aparecer em público até mesmo para se pronunciar sobre a situação do ex-presidente Lula, que teve sua prisão praticamente decretada, após perder um recurso no TRF-4. Se mesmo diante da gravidade da situação de seu mentor, Dilma ainda se esconde, é por que sua situação também não é lá das melhores. A Polícia Federal avança em outras frentes de investigações que comprometem a petista, como o esquema de seu ex-ministro Geddel Vieira Lima na Caixa. A PF já identificou que Geddel operou repasses irregulares de mais de R$ 8 bilhões ao empresário Joesley Batista durante todo o governo Dilma. 

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