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Democracia é ter um curso sobre o "golpe de 2016" na UnB



O Brasil é mesmo uma das maiores Democracias do Mundo. Após ter visto um sindicalista e uma ex-terrorista chegarem à Presidência da República e comandarem o maior assalto aos cofres públicos da história do país por quase uma década e meia. o povo testemunha mais um absurdo. Ocorrerá nos próximos seus meses na UnB (Universidade de Brasília) um curso de graduação de ciência política a ementa de uma disciplina intitulada "O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil", a ser ofertada na grade deste semestre, duas vezes por semana.

A disciplina se refere ao processo político que culminou com o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, e a consequente posse de Michel Temer (MDB) na Presidência da República.

Na ementa, definida como "provisória e sujeita a alterações", são informados três objetivos complementares da disciplina: "(1) Entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidente Dilma Rousseff"; "(2) Analisar o governo presidido por Michel Temer e investigar o que sua agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil"; e "(3) Perscrutar os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil."

Obviamente, a disciplina foi desenvolvida por professores simpatizantes da esquerda e saudosos dos tempos de gestão relapsa dos governos do PT, quando faltas, greves e toda sorte de desmandos por parte de funcionários públicos era tolerada e premiada com reajustes acima da inflação.

É claro que estes professores 'idealistas' pretendem plantar ideias socialistas nas mentes de jovens puros e sem qualquer malícia. Alguns dos autores das disciplinas chegaram a fazer parte dos governos do PT, como André Singer, cientista político, professor e jornalista filiado ao Partido dos Trabalhadores

Procurada, a UnB informou, em nota, que a proposta de criação de disciplinas, bem como suas respectivas ementas, "é de responsabilidade das unidades acadêmicas, que têm autonomia para propor e aprovar conteúdos, em seus órgãos colegiados".

"Além disso, a referida disciplina é facultativa, não integrando a grade obrigatória de nenhum curso. A UnB reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e opinião --valores fundamentais para as universidades, que são espaços, por excelência, para o debate de ideias em um Estado democrático", diz a universidade em nota.

Também por meio de nota, o professor responsável pela disciplina, Luis Felipe Miguel, reclamou da "falsa polêmica que querem abrir" sobre o caso. Segundo o site da instituição, Miguel é professor titular do Instituto de Ciência Política e atua nas áreas de mídia e política, teoria da democracia, representação política e gênero

"Trata-se de uma disciplina corriqueira, de interpelação da realidade à luz do conhecimento produzido nas ciências sociais, que não merece o estardalhaço artificialmente criado sobre ela. A única coisa que não é corriqueira é a situação atual do Brasil, sobre a qual a disciplina se debruçará. De resto, na academia é como no jornalismo: o discurso da 'imparcialidade' é muitas vezes brandido para inibir qualquer interpelação crítica do mundo e para transmitir uma aceitação conservadora da realidade existente", escreveu o docente, na nota.

O professor afirmou ainda que a disciplina que ele oferece se "alinha com valores claros, em favor da liberdade, da democracia e da justiça social", e diz que não abrirá mão do rigor científico. "É assim que se faz a melhor ciência e que a universidade pode realizar seu compromisso de contribuir para a construção de uma sociedade melhor", escreveu.

É claro que quem não concorda com a visão de mundo difundida pelos socialistas da UnB tem todo o direito de se sentir indignado, pois todos os envolvidos são pagos com o dinheiro do contribuinte. Apesar da evidente carga ideológico partidária empregada pelos professores e responsáveis pelo curso, muitos deles ainda alegam que o Brasil não é uma Democracia. É sim.

Com informações do UOL

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