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Da Colômbia, Janot ainda exerce influência sobre MPF e setores da Polícia Federal



O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot resolveu passar uma temporada em  Bogotá, na Colômbia, para onde embarcou em meados de janeiro. Para assegurar o salário de sub-procurador da República, Janot conseguiu negociar uma atividade na Universidade Los Andes, onde dará por cinco meses um curso sobre técnicas de investigação sobre crimes de corrupção.

Ante de deixar o Brasil, Janot se recusou a prestar esclarecimentos sobre o controverso acordo de delação negociado com os criminosos da JBS, como a participação de seu ex-braço direito, o procurador Marcelo Miller, que atuou como agente duplo para Joesley e o próprio Janot na operação controlada para forjar provas contra o presidente Michel Temer.

Nos corredores da PGR, ainda se fala sobre a influência de Janot no MPF e na Polícia Federal. O ex-procurador é íntimo do subprocurador geral Nicolao Dino, que teve mais de 600 votos de procuradores em todo o Brasil quando disputou com Raquel Dodge a indicação da categoria para comandar o órgão. O amigo de Janot foi o  primeiro colocado da lista tríplice da eleição feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Raquel foi a segunda colocada, com 587 votos ante os 621 de Nicolao Dino.

Assim como reteve investigações contra a ex-presidente Dilma e outros petistas, assim como ignorou registros dos arquivos do sistema de propinas da Odebrecht, Janot pode estar usando sua influência para barrar investigações sobre sua controversa conduta e até mesmo atuando nos bastidores para desestabilizar o diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, no cargo. Segundo um funcionário da PGR, mesmo afastado do órgão e morando na Colômbia, "os métodos de Janot ainda estão presentes na conduta de muitos colegas fiéis". De longe, o ex-PGR acompanha com atenção especial os desdobramentos das investigações sobre gente como Joesley Batista, Dilma e Gleisi Hoffmann.

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