linkaki

Cúpula das Forças Armadas não toparia intervenção se não houvesse bastante entusiasmo das tropas por fazer algo pelo país



Uma conversa ocorrida durante a primeira vez que um presidente da República fez visita oficial ao Ministério da Defesa para participar de uma reunião do Conselho com a Cúpula das Forças Armadas no dia 22 de fevereiro, acabou sendo ventilada esta semana na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. A reunião do presidente ocorreu seis dias após a divulgação do decreto sobre a intervenção no Rio. Na ocasião, um dos membros do Conselho teria garantido ao presidente Michel Temer que o entusiasmo das tropas com a iniciativa havia superado todas as expectativas dos comandantes dos batalhões e bases militares Brasil afora.

Enquanto muitos afirmam que os militares podem ter sido expostos a uma situação de risco que pode afetar a credibilidade das Forças Armadas perante a sociedade, as pessoas se esquecem que os militares são preparados para a guerra. Como não há nenhum conflito ou tensão externa envolvendo o Brasil há anos, a expectativa de poder servir a nação combatendo o inimigo onde quer que ele esteja, praticamente todo o efetivo das Forças Armadas ficou bastante entusiasmado com a possibilidade de 'entrar em ação', diz a fonte.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro já foi convertida em uma central de operações militares. O novo responsável pela área de segurança pública do Rio, o general Braga Netto, que comanda a intervenção federal no estado, já bateu o martelo e anunciou que vai trocar todos os comandantes de batalhões e delegacias das polícias Civil e Militar. Nos corredores da secretaria, a tensão de todos os envolvidos esconde o entusiasmo com o momento. A informação de que a Cúpula das Forças Armadas não toparia a empreitada da intervenção é compartilhada por todos e há informações de grupos especializados de outros Comandos Militares do país também querem participar da intervenção no Rio. A proposta de Temer aos membros da Cúpula das Forças Armadas foi vista como um pedido de casamento de uma bela moça ao noivo apaixonado e tímido, diz um dos militares encarregados de organizar as coisas na Secretaria de Segurança Pública do Rio.

A complexidade da intervenção, que envolve um gigantesco aparato militar, podendo chegar a mais de 50 mil homens, a convergência de setores da inteligência do Governo Federal, das próprias Forças armadas e das forças de segurança do Rio, agora sob o comando de um general do Exército, é na verdade um grande estímulo para todos os envolvidos. Os convocados são altamente especializados para ações dessa natureza, como o combate ao crime organizado e ao tráfico. Obviamente, a força militar é necessariamente preparada para a guerra e aniquilação do inimigo, e ninguém no crime organizado pretende até o momento duvidar desta disposição. Embora a expectativa seja a de que hajam poucos confrontos, os envolvidos estão com 'sangue no olho' e bastante dispostos a mostrar serviço para a nação. Todos estão cientes sobre as garantias dos direitos civis dentro de um Estado Democrático de Direito. A intervenção veio para asfixiar e desarticular o crime organizado com os agentes do estado e minimizar os impactos de sua interação com a sociedade, através da captura e prisão de elementos, apreensão de armas e drogas e destruição do groso da estrutura que dá suporte às facções criminosas. Os militares receberam com tristeza a notícia de que alguns setores da sociedade criticaram a iniciativa e disseram que a intervenção não vai durar nem trinta dias.

A Reunião do presidente com a Cúpula das Forças Armadas foi tratada como uma visita protocolar, mas segundo fontes, serviu para comemorar uma decisão pela qual todos ansiavam. O Conselho Militar de Defesa faz assessoramento direto à presidência com relação a normas gerais relacionadas à organização, preparo e emprego das Forças Armadas. 

Informe seu Email para receber notícias :