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Como Secretario de Segurança Pública, Temer contribuiu para tornar São Paulo o estado com o menor índice de violência do país



O presidente Michel Temer sempre foi odiado pela esquerda brasileira e pelos grupos de direitos humanos. O episódio que deu início ao ressentimento contra o emedebista ocorreu 1992, mais precisamente uma semana após dia 2 de outubro, quando ocorreu uma rebelião no presídio do Carandiru que deixou um saldo de 111 presos mortos.

O episódio que ficou conhecido como "O massacre do Carandiru" foi consequência de uma rebelião violenta promovida por detentos do Pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção de São Paulo. Por pressão da imprensa, o então governador Luís Antônio Fleury Filho demitiu o Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e convocou Michel Temer para assumir o cargo. Temer já havia comandado a Secretaria anos antes, quando criou a primeira delegacia da Mulher do país em agosto de 1985, sob a gestão do então governador André Franco Montoro (1916-1999).

Logo após assumir a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo pela segunda vez, em meio à crise ocasionada pela morte de 111 presos durante a rebelião, Temer reuniu os comandantes da PM para transmitir “apoio total” à corporação.

Já empossado, em entrevista, disse que os envolvidos no massacre do Carandiru deveriam descansar.

— Os militares envolvidos em confrontos como os do Pavilhão 9 da Casa de Detenção merecem repousar, merecem descansar e ser submetidos a tratamentos psicológicos. O choque do dia a dia é uma tarefa ingrata e eles precisam de repouso e meditação — disse Michel Temer na época.

Além do reconhecimento internacional como a maior autoridade em direito constitucional do país, Temer possui vasta experiência na gestão de Segurança Pública. tendo ocupado a pasta três vezes no estado de São Paulo.

Temer é apontado como responsável pela modernização da gestão das forçar policiais no estado, que enfrentou uma onda de violência logo no início dos anos 90.  Além de melhorar a relação entre polícia e sociedade, Temer conseguiu apresentar ótimos índices de redução na criminalidade e manteve estáveis os índices de homicídio no estado durante todos os anos que ocupou a  Secretaria de Segurança Pública no estado.

Descrito por colegas como culto, polido e com postura professoral, Temer abriu diálogo com entidades de direitos humanos e ganhou a simpatia da corporação. Segundo o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getúlio Vargas, quando secretário ele implantou tratamento psiquiátrico para policiais que tivessem participado de confrontos seguidos de morte e determinou que fosse feito exame residuográfico (mede vestígios de pólvora) nas mãos dos criminosos mortos, para controlar a violência da Polícia Militar.


Registros do CDOC apontam que, na gestão Montoro, Temer tentou reestruturar a polícia estadual com uma lei de sua autoria, que estabeleceu aposentadoria compulsória para delegados de polícia que completassem 30 anos de serviço público — 25 dos quais, no mínimo, dedicados ao serviço policial — e que estivessem há pelo menos cinco anos na classe especial, o nível mais alto da carreira, em uma tentativa de afastar antigas lideranças. A iniciativa gerou uma rebelião por parte dos delegados de polícia.

Além de ter sido o pioneiro no Brasil ao criar a primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O hoje presidente criou também a Delegacia de Apuração de Crimes Raciais, a primeira do gênero no país e a primeira delegacia de direitos autorais. Apesar do trato educado, Temer é descrito por ex-subordinados como um homem determinado, intolerante com a injustiça e inflexível na obtenção de resultados. Muitos admitem que o crime organizado teria prosperado de forma incontrolável, não fossem os métodos implantados por Temer na Segurança Pública. 70% dos líderes do PCC estão em presídios de segurança máxima e a facção conseguiu reunir força graças à operações em outros estados. Autoridades admitem que, por se tratar de um estado mais rico e mais populoso, São Paulo tinha tudo para ser pior que o Rio de Janeiro, que acabou se tornando o maior mercado de drogas do Brasil. São Paulo, que no início da década passada estava entre os seis mais violentos do país, aparece hoje na 27º posição.

Taxa de assassinatos nos Estados por 100 mil habitantes

  1. Sergipe  - 57,3
  2. Alagoas  - 50,8
  3. Rio Grande do Norte - 48,6
  4. Ceará - 46,1
  5. Pará - 45,8
  6. Goiás - 44,3
  7. Bahia - 41,7
  8. Pernambuco - 41,6
  9. Mato Grosso - 41,3
  10. Amapá - 40,6
  11. Paraíba - 37,8
  12. Espírito Santo - 37,4
  13. Amazonas - 37,1
  14. Maranhão - 33,8
  15. Rondônia - 31,0
  16. Rio de Janeiro - 30,3
  17. Tocantins - 25,7
  18. Acre - 25,3
  19. Paraná - 25,2
  20. Rio Grande do Sul - 24,7
  21. Distrito Federal 23,4
  22. Mato Grosso do Sul - 22,6
  23. Minas Gerais  - 20,8
  24. Piauí - 20,8
  25. Roraima - 18,2
  26. Santa Catarina - 14,3
  27. São Paulo - 11,7

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