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Cada vez mais difícil debater com o pessoal da direita do jardim de infância



Ao longo da história das civilizações, a crítica tem sido um aliado imprescindível para a sociedade na busca pelo aperfeiçoamento de praticamente tudo que cerca a existência humana. Elemento primordial da tomada de consciência, a crítica permite examinar fundamentos de soluções gerais e propor aprimoramentos pontuais. A crítica vazia é aquela que costuma ser feita contra algo de modo irrefletido, sem o prévio julgamento, sem que sejam antes considerados criteriosamente a natureza, seus objetivos, intenções e aplicações práticas. Há ainda a crítica prematura, baseada em premissas elementares e cansativamente previsíveis. Esta, uma mara tentativa de apropriação da genialidade alheia.

Obviamente, críticas vazias e irrefletidas causam polêmicas por sua natureza irritante. Num momento inicial, pessoas mais razoáveis ainda procuram esclarecer a natureza das coisas, até de forma didática. Entretanto, as pessoas acabam perdendo a paciência, na medida que me os contestadores insistem em reivindicar a razão absoluta sobre tudo que dizem e defendem. Basta um único argumento como adereço, um estandarte espalhafatoso, para justificar qualquer anuência cega. A imposição de preferências é uma forma de tirania explícita que passa desapercebida por pessoas cegadas por suas convicções.

O produto imediato de mentes onde prosperam a ignorância e a estupidez é a intolerância. O sintoma desta anomalia é o modo obtuso com que pessoas tentam impor dogmas, crenças, convicções e preferências.

Em vários tópicos, está se tornando cada vez mais difícil debater com o pessoal da direita do jardim de infância. Criticar uma ação militar possível e brilhantemente extraída da Constituição é apenas mais um equívoco, um caminho sem volta para os detratores da medida. A intervenção federal na Segurança pública de um ente federado decretada por Temer rompeu de forma extremamente elegante, e viável, o pacto federativo. Ignorar que decretos complementares podem aperfeiçoar ainda mais o modelo é apenas uma tentativa vergonhosa de se apropriar de um feito sem paralelo desde a promulgação da Constituição de 1988. Num ponto em que ainda não é possível mesurar resultados, tentar impor demérito a uma inciativa emergencial tão corajosa é fruto de deplorável desespero.

Obviamente, há exceções em todos os casos. Entretanto, os mais estridentes acabam diluindo qualquer demonstração de equilíbrio por parte da minoria. Todo este desespero é compreensível da incoerência patente. Afinal, a maioria dessa gente estava há pouco tempo votando em Ciro Gomes e Lula. É a direita do jardim de infância.


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