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Após mais de 30 anos por trás de transações suspeitas com imóveis de Lula, Roberto Teixeira cai em provas entregues por Marcelo Odebrecht na Lava Jato



A situação do  advogado do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira, mais conhecido como o 'compadre' de Lula, ficou bastante complicada na Lava Jato após, após empresário Marcelo Odebrecht ter entregue novas provas sobre seu envolvimento em atividades criminosas.

O ex-presidente da maior empreiteira do país apresentou novos e-mails que mostram a negociação para a compra de um imóvel para o Instituto Lula com a participação do ex-ministro Antonio Palocci, Roberto Teixeira e do pecuarista, que seria José Carlos Bumlai.

Os emais entregues por Marcelo Odebrecht mostram conversas do empresário com executivos do grupo e a determinação para que o valor gasto na compra do prédio fosse debitado de uma conta do do PT no departamento de propina da empresa.

Os e-mails indicam que Marcelo Odebrecht negociava diretamente com Palocci o andamento da aquisição do prédio, na Rua Haberbeck Brandão, onde seria erguida a sede do Instituto Lola. O empresário foi informado que o imóvel estava ocupado por três famílias e que estava sendo contratada uma empresa para negociar a desocupação, o que geraria uma despesa adicional de R$ 200 mil. O empresário responde: "Ok vou avisando o italiano". O pedido para que fosse tomada alguma providência para retirar as famílias de sem-teto que ocupavam o imóvel teria partido de Roberto Teixeira. Não se sabe se o compadre de Lula o informou sobre a necessidade desta 'providência', mas conclui-se que este empecilho acabou por adiar a assinatura da escritura do terreno, avaliado em cerca de R$ 12 milhões.

Nos e-mails, Marcelo Odebrecht passa instruções claras sobre como ocultar o verdeiro dono do imóvel, de modo a impedir que Lula aparecesse em algum ponto da transação. Nos documentos, informações dão conta que o ex-presidente "Lula e Marisa já visitaram o local. Em princípio, o presidente avaliou que o prédio seria “muito grande”. Já Marisa – que deverá dar a palavra final – gostou do espaço.", diz o texto.

Teixeira está por trás dos transações imobiliários suspeitas de Lula há mais de 30 anos. Não é por acaso que tenha se tornado réu duas vezes na Lava Jato, uma na ação que envolve a compra de um imóvel para sediar o Instituto Lula e outra no caso do apartamento vizinho ao que o ex-presidente reside, em São Bernardo do Campo.


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