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Alexandre de Moraes deixa escapar que intervenção não será apenas no Rio de Janeiro



Conforme já foi antecipado aqui no Imprensa Viva, a expectativa de que a intervenção federal decretada pelo presidente Michel Temer no Rio de Janeiro seja levada a outros estados é concreta. A informação foi praticamente confirmada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, duante entrevista à Rádio Jovem Pan nesta quarta-feira, 21.

Falando sobre a eficácia da intervenção, o ministro afirmou acreditar que a medida "irá resolver ou pelo menos atenuar o problema da segurança pública, e não é só no Rio de Janeiro, é um plano a longo prazo", alertou o ministro.

Obviamente, a criação de um Ministério da Segurança Pública já é um indicativo de que o governo pretende avançar para outros estados. De outro modo, não haveria necessidade de criar um ministério apenas para acompanhar a evolução da intervenção no Rio. A possível indicação de um General para a pasta é outro indicativo de que as intervenções federais serão convertidas em políticas públicas do governo ao longo de 2018 no auxílio aos estados no combate à criminalidade.

Durante a entrevista à Rádio Jovem Pan, Moraes afirmou acreditar nos resultados positivos imediatos da intervenção no Rio e emendou que será preciso fazer planos de médio e longo prazo que levem em conta investimentos em infraestrutura policial, inteligência e combate ao tráfico internacional de drogas.

— Acredito que o que irá resolver ou pelo menos atenuar o problema da segurança pública, e não é só no Rio de Janeiro, é um plano a longo prazo — disse o ministro, que já foi secretário de Segurança Pública no governo de São Paulo e ministro da Justiça durante o governo de Michel Temer.

Apesar dos comentários sobre a intervenção federal no Rio, o ministro do Supremo frisou mais de uma vez que não entraria no mérito da decisão da Presidência. Segundo ele, não há nenhum vício constitucional.

O ministro demonstrou preocupação com os recursos para o combate à criminalidade do país e sugeriu a crianção de um fundo específico. O governo estuda a liberação de cerca de R$ 1 bilhão nesta fase inicial implantada no Rio.

Ainda durante a entrevista, Moraes voltou a sugerir que a intervenção deva ser levada para outros estados e lembrou que o problema da falta de segurança não é uma exclusividade do Rio e que o país registra uma taxa de homicídios de 35 por cada grupo de 100 mil habitantes, comparável a países em guerra.

— Brasil não fabrica armas pesadas e não é grande produtor de maconha nem de cocaína. Mas é o segundo maior consumidor de cocaína. Precisamos pensar nisso — disse o ministro.

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