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Advogados de Lula caem na Lava Jato do Rio, ao lado de Adriana Ancelmo, a mulher de Sérgio Cabral



O advogado do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira e seu Genro Cristiano Zanin Martins, cairam definitivamente na radar da Lava Jato do Rio e do juiz federal Marcelo Bretas. A situação da defesa de do ex-presidente Lula ficou bastante delicada após a prisão do presidente afastado da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, nesta sexta-feira, 23, durante a operação Jabuti, mais uma fase da Lava-Jato, que está nas ruas do Rio de Janeiro.

 Diniz é apontado por desvios na ordem de R$ 180 milhões, pagos pela Fecomércio-RJ  a alguns escritórios de advocacia nos últimos cinco anos. Entre os escritórios investigados, está o de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio. Um dos integrantes da defesa do ex-presidente Lula, o advogado Cristiano Zanin Martins, genro do compadre de Lula, Roberto Teixeira, teria participado de trabalhos no escritório de Adriana Ancelmo.

O MPF suspeita que esses escritório receberiam honorários para distribuir propinas.

O principal deles, é o escritório Teixeira e Martins Advogados, que tem como sócios Roberto Teixeira e seu genro, Cristiano Zanin Martins, ambos responsáveis pela defesa do ex-presidente Lula.

Na lista do cinco maiores beneficiados, há ainda o Ancelmo Advogados (de Adriana Ancelmo); o Basilio di Marino e Faria Advogados; o Hargreaves & Advogados; e Ferreira Leão Advogados. No caso de Adriana Ancelmo, que embolsou cerca de R$ 20 milhões no esquema, a mulher do ex-governador Sérgio Cabral, também contou com a colaboração de Cristiano Zanin Martins.

Segundo o site O Antagonista, "o MPF no âmbito da Operação Jabuti, que prendeu hoje Orlando Diniz, presidente da Fecomércio e afastado recentemente do Sistema S no Rio.

No documento, o MPF identifica como “suspeitos” os pagamentos ao escritório de Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula, que somaram R$ 68milhões.

Em depoimento ao MPF, Danielle Paraíso, ex-mulher de Orlando, deu detalhes dos pagamentos. Ela contou, por exemplo, que Teixeira exigiu o pagamento adiantado de R$ 1 milhão e que o dinheiro foi pago através do doleiro Álvaro Novis, que prestava serviço para a Odebrecht".

Com esta investigação, os advogados de Lula entram definitivamente na mira do juiz Marcelo Bretas, responsável pelo julgamento dos casos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. A operação Jabuti é  mais uma fase da Lava-Jato no Estado.

Durante a coletiva sobre a Operação Jabuti, delegado da Polícia Federal Frederico Skora fez uma observação sobre a disposição dos investigadores em avançar sobre todos os envolvidos no esquema.

“Todos aqui sabemos que jabuti não sobe em árvore. Que alguém coloca o jabuti lá em cima. A Lava Jato vai derrubar todos esses jabutis.”, prometeu o delegado.

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