Adeus Foro de São Paulo. Sem verbas federais, queda da esquerda e prisão de Lula, entidade morre asfixiada



Tem coisas acontecendo no Brasil que muita gente ainda não se deu conta. Obviamente, época de eleição é tempo de oba oba, de mentiras, de populismo, de promessas estúpidas e de apontar inimigos ocultos sem dar nome aos bois. Não é por acaso que a garotada inocente das redes sociais se torna o alvo predileto de políticos para emplacar propostas inconsistentes, como acabar com os comunistas, acabar com os bandidos, banir os movimentos LGBTs e destruir 'inimigos' da Democracia.

Ora, falar em acabar com inimigos, limitar a liberdade de expressão de grupos ideológicos, banir bandeiras de segmentos da sociedade é na verdade uma declaração de guerra e não a defesa da Democracia.

O problema é que todo este ímpeto patriótico é falso e engana apenas aqueles menos familiarizados com o convívio com as diferenças, com o contraditório e com o debate democrático no campo das ideias. A falácia é ainda mais vergonhosa quando se sabe que se trata de seres humanos, grupos de minorias presentes em qualquer sociedade democrática. Esta é uma forma de desvirtuar o debate eleitoral, quando se sabe que os problema do Brasil não são os trans, mas o desemprego, o risco de volta da inflação e a da recessão.

Uma das lendas exploradas pelos ativistas da nova direita diz respeito ao Foro de São Paulo. Segundo reza a lenda, trata-se de uma confraria do mal que quer conquistar o mundo. O problema é que, na prática, os detratores do Foro de São Paulo não se dão conta de que defendem uma confraria "do bem" que também quer conquistar o mundo. O que se depreende dessa 'disposição' que nunca vai ser efetivamente colocada em prática, é uma declaração de guerra de boca, uma masturbação de ódio ideológico sem previsão de orgasmo, já que dificilmente teríamos radicais de extrema esquerda e de extrema direita se matando em praça pública. Trata-se apenas de uma guerrinha virtual, como o Kingdom Rush,  Shadow Kings e outros.

"O Foro de São Paulo (FSP) é uma conferência de partidos políticos e organizações de esquerda, criada em 1990 a partir de um seminário internacional promovido pelo Partido dos Trabalhadores, do Brasil, que convidou outros partidos e organizações da América Latina e do Caribe para discutir alternativas às políticas dominantes na região durante a década de 1990, chamadas de "neoliberais",e para promover a integração latino-americana no âmbito econômico, político e cultural". Caso a entidade representasse uma ameaça à soberania nacional ou fosse ilegal, a Polícia Federal ou o Exército já a teriam invadido e detido todo mundo.

Mas de acordo com a mensagem subliminar vendida por alguns demagogos e oportunistas que pretendem disputar a eleição em 2018, "O Foro de São Paulo será eliminado". A impressão que se tem é a de que depois vão partir para cima da Internacional Socialista, uma outra organização internacional que busca a divulgação e implementação do Socialismo democrático através da união de partidos políticos social-democratas, socialistas e trabalhistas. Fundada em 1951 com a denominação Internacional Operária e Socialista, a Internacional Socialista atualmente possui 160 partidos de mais de 100 países do globo, sendo uma das maiores organizações partidárias em atividade.

Será que essa gente com 'sangue no olho' vai querer acabar com todas estas organizações de orientações socialistas e comunistas, como os movimentos sociais, sindicais e partidos? Vai ter guerra mesmo ou é apenas conversa fiada para ganhar voto?

O problema é que esses candidatos que se dizem de direita estimulam toda esta masturbação ideológica sem fim e infestam as redes sociais com memes contra os comunistas, como se no dia seguinte após a eleição fosse haver prisão em massa, paredão e fuzilamento. É covardia explorar a alienação alheia para ganhar votos contando fábulas.

Tem ainda o tal do establishment a ser derrubado, mas ninguém sabe apontar o dedo para os membros desta outra seita do mal. O termo inglês establishment refere-se à ordem ideológica, econômica e política que constitui uma sociedade ou um Estado. No caso do Brasil, a orientação do atual do governo tem como diretrizes as privatizações, corte de privilégios, liberdade para os mercados, controle dos gastos, redução de juros e inflação, geração de empregos e estímulo à agricultura. Trata-se de uma política clara que vem apresentando resultados surpreendentes. Independente dos memes, das campanhas movidas por adversários políticos, meios de comunicação e por setores da elite afetada com a política econômica sóbria, a Bolsa praticamente dobrou o volume de negócios em pouco mais de um ano, batendo recordes históricos acima de 80 mim pontos. Segundo as regras de livre mercado e indicadores econômicos internacionais, o clima para investimentos no Brasil é bastante promissor. Destruir o establishment neste caso, significa destruir todas as conquistas na área econômica obtidas ao longo dos últimos 18 meses.

O fato é que o presidente Michel Temer já destruiu o establishment que estava instalado no país anteriormente, derrubando o regime corrupto do PT que contou com o apoio de muitos candidatos que se dizem de direita agora. A administração atual  acabou com as fontes de financiamento da esquerda, cortou os repasses a empresários corruptos no BNDES, diminuiu drasticamente os recursos públicos para meios de comunicação coniventes com a esquerda, acabou com o imposto sindical obrigatório, quebrou as pernas dos movimentos sociais ao proibir repasses de dinheiro público, demitiu mais de 30 mil ocupantes de cargos comissionados, acabou com a farra dos artistas na Lei Rouanet, acabou com a farra das indicações políticas na Petrobras, peitou os bolivarianos do judiciário, derrotou a Globo em sua tentativa de golpe, colocou os canalhas da JBS na cadeia, e foi o responsável direto pela queda de receitas do PT. Asfixiado pela Lava Jato, sem a máquina pública na mão e sem o dinheiro das contribuições dos ocupantes de cargos comissionados, o partido perdeu mais de 400 prefeituras nas eleições de 2016. O Foro de São Paulo, ainda que permaneça existindo como entidade, está entregue às baratas com a derrocada do PT e das esquerdas do poder. Não tem mais dinheiro público. Por último, o governo agora trava uma batalha contra a elite do funcionalismo público e da Previdência. O establishment que os pré-candidatos prometem derrubar já foi derrubado, mas tem gente querendo manter os privilégios da elite da servidores e pensionistas da Previdência.

O atual governo tirou o país das mãos dos comunistas e das elites que drenavam os cofres públicos, e devolveu a economia ao livre mercado. Dizer que o governo contou com ministros investigados é outra estupidez enorme. Temer assumiu no meio de uma legislatura e não tinha como esperar a eleição de políticos limpinhos para montar seu governo. Entre compor sua equipe com anônimos do baixo clero do Congresso ou recorrer a políticos capazes de alavancar reformas estruturantes impopulares, o governo optou pelo pragmatismo. De nada adiantaria posar de limpinho enquanto o país mergulhava no abismo econômico e social com 14 milhões de desempregados, inflação e juros na casa de 14% e mais de 300 mil empresas fechando as portas. Sem ficar com medinho da oposição, da imprensa e da opinião pública, o governo fez o que tinha que ser feito, dada a situação de emergência em que o país se encontrava.

A despeito do que andam dizendo os pré-candidatos à Presidência, o governo tem cumprido com o dever de casa de modo satisfatório, levando em conta que há poucos meses, o Brasil estava mergulhado na pior recessão de sua história. Apesar das dificuldades extremas, não houve aumento da carga tributária, mas sim cortes profundos em despesas, o que indica uma política responsável, apesar de impopular.

Por outro lado, o governo transitório tem agido de forma independente na condução da transição democrática do país até as próximas eleições. Não há política de perseguição a adversários, apesar dos ataques constantes, covardes e sem qualquer embasamento jurídico. O governo mantem o diálogo com a sociedade, apesar do boicote da imprensa em noticiar os números positivos da economia. Há respeito com as críticas, inclusive com respostas imediatas à sociedade e imprensa. Há transparência nas propostas, nos números da economia, nos desafios e nas dificuldades enfrentadas para aprovação de medidas estruturantes. O mercado tem reagido bem à atual gestão. O crescimento das vendas de setores como o automotivo, vestuário, eletroeletrônicos, eletrodomésticos e a expansão dos shoppings centers e do mercado imobiliário são reais e os dados sobre estes avanças são fornecidos pelos próprios setores, e não pelo governo. Na economia não acontece milagres. Se as vendas estão aumentando, é por que a política econômica está no caminho certo. Dizer nas redes sociais que o governo está mentindo é pura má fé, pois quem apresenta os indicadores da economia é o próprio mercado.

Considerando o espectro político das posições políticas e econômicas, o atual governo é o que mais se aproxima do conceito de Direita no Brasil das últimas décadas e tem grande aprovação entre os militares, responsáveis pelo período de maior crescimento econômico do país no último século. Por sinal, foram os militares que garantiram a permanência do atual governo durante a conspiração armada por setores do Judiciário e meios de comunicação com os criminosos da JBS. A Cúpula das Forças Armadas se prontificou a garantir a manutenção da Democracia, da Constituição e do Estado de direito ao impedir que grupos organizados tomassem o poder numa das mais vergonhosas tentativas de golpe da história da República. Logicamente, os oportunistas de plantão que se alinharam aos representantes da esquerda corrupta foram derrotados e humilhados nesta passagem da história em que escolheram ficar ao lado dos conspiradores que nunca tiveram nada a oferecer ao país, mas que sempre desejaram o poder a qualquer preço.

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