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30 mil militares do Comando Militar Leste no Rio estarão à disposição durante o processo de intervenção federal no estado



Enquanto grupos contrários criticam o decreto da intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro assinado pelo presidente Michel Temer, população do estado já vibra com a possibilidade de poder circular livremente pelas ruas sem se preocupar com a ousadia dos bandidos e as constantes ameças feitas pelos chefes do crime organizado. Ocorre que nem mesmo a população faz ideia do que está por vir. Os cariocas estão prestes a testemunhar a maior intervenção federal da história.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, confirmou que todo o efetivo do Comando Militar Leste no Rio, que pode chegar a 30 mil militares, estará à disposição durante o processo de intervenção federal no estado. Para se ter uma ideia, em nenhuma das ocasiões que as Forças Militares foram convocadas para reforçar a segurança no estado desde os anos 90, o efetivo superou a marca de 3500  homens. Em 2010, a retomada do Complexo do Alemão contou com uma tropa de 800 homens do Exército.

Os militares também já participaram de ações no Rio outras vezes. Eles estiveram na cidade para reforçar a segurança da Olimpíada de 2016. Reforçaram o patrulhamento durante a vinda do Papa Francisco, em 2013, para a Jornada Mundial da Juventude, e auxiliaram no esquema de policiamento na Eco-92, a conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e o desenvolvimento. Em nenhuma destas ocasiões ocorreu o emprego de mais de 3500 militares.

Além dos 30 mil homens que integram o Comando Militar Leste no Rio, as operações poderão contar com reforço de militares de outros estados, como São Paulo, segundo adiantou o ministro da Defesa, dando uma demonstração de que esta intervenção é superlativa.

Jungmann disse que, além de policiamento ostensivo, haverá presença de tanques em algumas ruas, bloqueio de vias e varreduras em presídios. Mas a tendência, destacou, é fazer ações planejadas e "cirúrgicas", com base no serviço de inteligência, comandado pelas Forças Armadas.

— Este é o grande salto — afirmou o ministro, acrescentando que as Forças assumirão o controle total da Secretaria de Segurança Pública, dos presídios, das polícias civil, militar e bombeiros no Estado.

O interventor, o General Walter Souza Braga Netto, terá plenos poderes para governar o Estado na área de segurança e poderá admitir e afastar policiais, nomear responsáveis por operações, transferir, deter e afastar comandantes de batalhões, diretores de presídios e promover mudanças nos postos estratégicos da estrutura da segurança estadual sem precisar consultar ninguém, exceto o Comandante Supremo das Forças Armadas, o Presidente da República Michel Temer, responsável pela intervenção. Na prática, o controle da segurança sairá das mãos do Estado e passará às Forças Armadas, sob o comando direto do Presidente da República.

Temer já prometeu força total à iniciativa e se comprometeu a assinar decretos complementares aumentando o poder de atuação das Forças Militares, que já estão autorizadas a ignorar todas as leis estaduais. O presidente assegurou ainda que não faltarão recursos para levar à cabo a missão de debelar o crime organizado e restaurar a ordem social no Rio de Janeiro. Todos os ministros, governadores e membros da cúpula das Forças armadas que participaram das reuniões com o presidente afirmaram que a intervenção pretendida por Temer representava uma aposta muito alta.Temer bateu o martelo e exigiu que fosse desta forma. Ainda que não alcance plenamente todos os objetivos, a disposição e o número de homens envolvidos na intervenção concebida pelo presidente deve representar um belo refresco para a população do Rio nos próximos meses. 

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