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Substituto de Lula na eleição deve ser anunciado em fevereiro



As notícias sobre os desdobramentos do julgamento do recurso do ex-presidente Lula no  Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região marcado para o dia 24 de janeiro já sugerem um cenário bastante diferente daquele previsto pelo PT e pelo próprio Lula nos últimos meses.

Segundo a revista ÉPOCA, "Embora a cúpula do PT insista no discurso de que Lula é o único plano para as eleições deste ano, aliados históricos do partido garantem que os dirigentes mantêm conversas considerando alternativas como o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-governador Jaques Wagner"

A aposta é que estas opções se concretizam, caso o TRF-4 confirme a condenação do petista no dia 24. Para alguns integrantes do PCdoB, PDT e PSB, aliados históricos e até mesmo integrantes do PT, a condenação em segunda instância tira Lula do páreo. Pela Lei da Ficha Limpa, não sobra qualquer margem de dúvidas sobre a inegabilidade de um condenado em em segunda instância. Dirigentes do partido temem que o TRF-4 anuncie o resultado do julgamento já no dia 24 de janeiro.

Mas este não é o único ingrediente que permite que cada vez mais aliados suponham que Lula desistirá de concorrer em 2018 logo após a divulgação do acórdão do TRF-4. Além do desgaste e da incerteza em conseguir judicializar o registro da candidatura de Lula, o petista e seu partido avaliam outros cenários bastante prováveis. 

Um deles é que o partido teria mais tempo de se preparar em torno de outra candidatura, inclusive com a atração de outros partidos para uma ampla aliança. A insistência na candidatura de Lula é um empecilho para a formação de alianças até mesmo entre tradicionais aliados. 

Outro aspecto que deve pesar na decisão de Lula é o risco de se tornar alvo de um mandado de prisão emitido pelo próprio TRF-4 ao final do julgamento dos possíveis embargos do petista. Caso Lula seja condenado de forma unânime pelos membros do colegiado, só lhe restará uma apelação, que pode ser julgada em no máximo 15 dias. Insistir em desafiar a Justiça neste caso não seria uma atitude prudente. Lula deve preferir incorporar seu personagem 'paz e amor' para evitar a prisão e poder participar das campanhas do PT como cabo eleitoral. 

O próprio Lula já admitiu esta possibilidade. Logo que foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro, o petista reconheceu sua situação precária perante a Justiça: “Eu sei que eu estou lascado. Todo dia tem um processo", admitiu o petista, que emendou: "Se acham que não vou ter força para ser cabo eleitoral, testem.”. desafiou Lula durante ato em defesa das universidades públicas em Brasília, no dia 09 de outubro do ano passado. 

É como diz o ditado: Prudência e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Obviamente, Lula não ousaria desafiar a Justiça na condição de condenado em Segunda Instância. O petista fará de tudo não apenas para evitar a prisão, como também tentará evitar uma prisão domiciliar ou a imposição do uso de tornozeleira eletrônica. Em qualquer um destes cenários, Lula ficaria de fora não apenas da disputa, mas também dos palanques de candidatos do PT. Como sua suposta influência na eleição de candidatos do partido é o principal fator que ainda mantém uma pequena parcela do PT coesa e esperançosa, a imposição de qualquer pena ao líder do partido representaria um balde de água fria em milhares de candidatos em todo o país. 
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