Se Lula tivesse tratado o juiz Moro com mais respeito, teria sido condenado do mesmo jeito, mas evitaria teatro ridículo de martírio político



Por mais que políticos, jornalistas e até mesmo alguns juristas insistam na tese de que o ex-presidente Lula tem todo o direito de tentar arrastar seus processo na esfera judicial para os palanques, o fato é que magistrados são treinados para ignorar este tipo de esperneio por parte de réus. Se Lula não ganha nada com isso sob o ponto de vista jurídico, pior ainda no que diz respeito à opinião pública. De nada lhe adianta abrir mão de sua dignidade como homem para protagonizar o espetáculo ridículo de tentar se colocar no papel de vítima de perseguição política. A extensa lista de crimes atribuída ao petista inibe qualquer pessoa minimamente sensata de se comover com seu martírio teatral.

Na contabilidade sobre as perdas e danos de tentar roubar os cofres públicos de forma dissimulada em esquemas mirabolantes de corrupção e lavagem de dinheiro, Lula já concluiu que perdeu praticamente tudo que a Justiça descobriu que ele roubou. Ficou sem as palestras milionárias, sem o triplex, sem o sítio, sem o terreno do novo Instituto Lula, sem sua a segunda cobertura em São Bernardo, sem os milhões de suas contas, enfim. Não precisa ser bom em matemática para concluir que o roubo planejado pelo petista e seus cúmplices lhe causou uma bela dor de cabeça.

Sobre o comportamento belicoso de Lula em relação ao juiz Sérgio Moro, aos procuradores da República, à Polícia Federal e mais recentemente contra membros do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, também é possível concluir que o petista fez um péssimo investimento atacando as autoridades ao longo dos últimos três anos. O petista foi condenado do mesmo jeito, além de acentuar ainda mais a antipatia da maioria dos brasileiros.

Embora o público alvo de seu teatro de martírio político sejam os simpatizantes de esquerda e não a Justiça, que o ignora completamente seus esperneios, o restante da população também tem testemunhado todo o espetáculo decadente protagonizado pelo petista e seus aliados nos últimos anos. Se colocar na ponta do lápis, é possível concluir que o fingimento de Lula agrada menos de 10% da população, os ativistas de esquerda, no caso, enquanto ajuda a deteriorar ainda mais a sua imagem perante o restante da nação. A desproporcionalidade neste caso se dá em duas vias contrárias à lógica. se por um lado, Lula jamais irá conseguir polarizar sua defesa na sociedade, a Justiça Criminal é normalmente imune a este tipo de chantagem, que visa politizar um processo judicial.

Caso Lula tivesse se comportado como um cidadão de bem e não como um chefe de facção criminosa, seria condenado do mesmo jeito, considerando a gravidade de seus crimes. Ao menos o petista teria demonstrado respeito com a sociedade e com aqueles que usou para alcançar objetivos intangíveis em seu caso, como a impunidade.


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