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Se Lula for preso, "Não haverá uma revolução, infelizmente", afirma Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula



O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, reconheceu que a prisão do ex-presidente Lula não causará nenhuma comoção nacional e lamentou o fato do líder do PT não contar mais com a simpatia da sociedade, após ter sido condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. "Não haverá uma revolução, infelizmente", admitiu Okamotto.

Acusado de ter solicitado propina à OAS para manter o acervo presidencial,  Okamotto também lamentou a declaração infeliz  da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), que disse que para prender o Lula "vai ter que matar gente". Okamotto tentou limpar a barra da colega petista, afirmando que foi apenas uma "força de expressão".

"Foi uma afirmação pessoal, uma força de expressão. Vamos ficar chateados. Eu mesmo, se o Lula for preso, vou morrer do coração", comentou o petista, reconhecendo que os lamentos sobre o provável destino de Lula serão limitados ao pequeno número que restou de simpatizantes do PT

Segundo Okamotto, o julgamento tem peso político pelo interesse que desperta.

"Não haverá uma revolução, infelizmente", afirmou Okamotto.

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), também ridicularizou as declarações da presidente de seu partido: "Foi uma força de expressão. Não tem sentido literal. Não tem relevância", afirmou.

Segundo a Folha, outro dirigente do PT também chamou Gleisi de "atabalhoada" ao tentar se mostrar proativa nas redes sociais. O mesmo dirigente lembrou do incidente em que Gleisi transmitiu ao vivo uma cena em que Lula comia um assessor no esporro durante a caravana do petista pelo Nordeste. Há dois dias, Gleisi protagonizou outro mico nas redes sociais ao afirmar que uma faixa em um jogo na Alemanha homenageava Lula, quando na verdade se tratava uma homenagem a um torcedor italiano de nome 'Luca'.

Com informações da Folha

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