Se for condenado no TRF-4, Lula está fora da eleição. A lei vale para qualquer cidadão, diz professor da UnB



O ex-presidente Lula e os integrantes do PT sempre se colocaram acima dos cidadãos comuns. A prova disso é que o petista comandou uma organização criminosa que drenou os cofres públicos em bilhões ao longo de quase uma década e meia, colocando seus interesses, os interesses de seu partido e de empresários corruptos acima dos interesses dos brasileiros.

Este é o grau de consciência dos petistas em relação ao cidadão comum. O problema é que ao menos uma pequena parte dos crimes cometidos por Lula foram identificados pelas autoridades competentes no curso das investigações da Operação Lava Jato.

No caso relativo ao triplex do Guarujá, no qual o petista foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, apenas a confissão de seu principal cúmplice no crime, o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, a empresa responsável pelas obras do Edifício Solaris, já seria mais que suficiente para justificar uma condenação exemplar do petista. Mesmo fingindo ignorar que Lula é réu em sete ações penais, acusado de crimes potencialmente mais graves ainda.

Apesar desta incontestável realidade, Lula e seus aliados insistem em se diferenciar do cidadão comum, arvorando-se o direito de disputar as eleições presidenciais de 2018, mesmo após sua eventual condenação no TRF-4. A Lei da Ficha Limpa veta a participação de condenados por colegiados de segunda instância em eleições.

Segundo o professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), Ricardo Caldas, esse tipo de argumento é uma tese de cunho político para alcançar a ilegalidade. “Se ele for condenado, tem que seguir uma decisão judicial, não pode deixar de acatar só por ser popular, se achar legítimo”, ensina o acadêmico.

De qualquer forma, o cientista político do Ibmec, Adriano Gianturco afirma ainda que Lula não teria chances de ganhar as eleições se condenado, mesmo que obtivesse recursos. Segundo ele, o peso da sentença e do título de “culpado” perante a Justiça recairiam sobre o petista. “Se ele se candidatar, o que vai acontecer é acirrar ainda mais. Se ele sair da cena, vai se acalmar. Ele ficando, vai ter ainda mais tensão política. O PT tem tido, a meu ver, uma estratégia errada, contra-atacando o Judiciário, se fazendo de vítima. É um discurso que toca a militância e os próximos ao partido, mas afasta os outros eleitores”, avalia. Gianturco acrescenta que que o PT está realizando um movimento contrário ao que fez quando conseguiu chegar ao poder em 2002. Em vez de se tornar mais moderado, está apelando mais para a extrema esquerda.

Ironicamente, Lula poderá ficar de fora da eleição justamente pelo voto dos desembargadores do TRF=4.

Com informações do portal O POVO.
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