linkaki

Se as urnas da Smartmatic são 'calibradas' pela esquerda bolivariana, porque tantos candidatos querem gastar tempo, dinheiro e sola de sapato em uma campanha?



Existem muitas formas de manipular a opinião pública para atrair cliques em publicidade, audiência e até mesmo para garantir votos. As suspeitas sobre as urnas eletrônica da “Smartmatic" é um dos temas utilizados com estes propósitos em época de eleição. Segundo as notícias, discursos e insinuações, as tais urnas são calibradas por 'bolivarianos' para vencer todas as eleições.

O que é mais surpreendente neste caso, além da derrota fragorosa das esquerdas nas últimas eleições municipais, é que os políticos continuam se candidatando, mesmo 'sabendo' de toda treta. O leitor há de convir que não seria uma atitude inteligente passar praticamente um ano em campanha gastando sola de sapato, dinheiro e tempo diante da convicção que o sistema é virtualmente vulnerável à fraudes.

O fato é que qualquer candidato tem o direito, e o dever, de convocar um especialista de sua confiança para verificar o grau de segurança do sistema de votação brasileiro. Este é um direito garantido pelo Tribunal Superior Eleitoral, que a cada eleição, realiza Teste Público de Segurança da urna eletrônica tem por objetivo fortalecer a confiabilidade, a transparência e a segurança da captação e da apuração dos votos e propiciar melhorias no processo eleitoral.

Cabe ao candidato se submeter às regras do jogo, se certificar da lisura do processo e não ficar com elucubrações em torno de teorias conspiratórias apenas para iludir o eleitor e ganhar votos na urna eletrônica. Supor que as Forças Armadas ou outros órgãos de inteligência sejam coniventes com este tipo de prática também não é algo razoável, já que todo o sistema pode ser perfeitamente auditado por qualquer cidadão.

Segundo nota enviada pela “Smartmatic" ao site O Antagonista,  "As urnas eletrônicas usadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não foram fabricadas nem fornecidas pela Smartmatic, mas por outras duas empresas: a Unysin e a Diebold.

No Brasil, a Smartmatic tem fornecido outras tecnologias e serviços para o TSE. Nas últimas três eleições nacionais (2012, 2014 e 2016), nós possibilitamos a comunicação de dados e de voz entre áreas remotas do país e o Tribunal, usando tecnologia satelital. Dessa forma, contribuímos com o TSE para a divulgação eficiente e precisa dos resultados eleitorais".

Diante destes esclarecimentos, fica a dúvida: a fraude ocorre na urna eletrônica ou no sistema do TSE? O sistema eleitoral do Brasil não é 100% seguro porque não existe sistema 100% seguro! Mas isso não significa que o processo possa ser fraudado com facilidade.

De fato, não entra na cabeça de uma pessoa razoável a possibilidade de se candidatar a um cargo político sem a certeza de que o sistema é minimante confiável. Entre uma boa teoria da conspiração e a lógica, há sempre quem prefira ficar com a primeira opção.

Diante da certeza de que há fraude no processo eleitoral brasileiro, apenas um fator justificaria a participação de um candidato na eleição: ganhar dinheiro. Isto também parece lógico.


Informe seu Email para receber notícias :