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Prisão de Lula deixou de ser fator imponderável e deve se sobrepor a todos os feitos do petista no capítulo final de sua biografia



Quem acompanha de perto a rotina do ex-presidente Lula tem testemunhado o drama vivido pelo petista nos últimos dias. Pessoas mais próximas já estão acostumadas a conviver com as mudanças repentinas no humor, os gritos e impaciência do político com qualquer coisa. Sorumbático e pouco esperançoso desde a confirmação de sua condenação no caso do triplex, Lula tem enfrentado enorme dificuldades em negociar uma saída 'honrosa' para a enrascada em que se meteu com a Justiça.

Por mais que o petista tente se manter combativo, todos em seu entorno reconhecem que sua situação não é nada animadora. Para piorar, a fragmentação da militância petista tirou de Lula o elemento fundamental para levar adiante sua defesa no campo político: as multidões.

Como se não bastasse, o ostracismo político tem sido outro veneno na vida do petista, apesar da fidelidade de alguns setores da imprensa. Mas até mesmo os 'endividados' com o petista estão se asfixiando em meio a uma atmosfera cada vez mais rarefeita no terreno das narrativas midiáticas. Já há inclusive aqueles que não se comprometem a defender abertamente o ex-líder político que viu sucumbirem suas expectativas de retornar ao poder.

O consenso é o de que a condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na segunda instância pulverizou qualquer sonho de concorrer nas próximas eleições e abriu definitivamente a porta da cela da prisão para o petista.

Este fator já deixou de ser imponderável e se tornou o prenúncio de um dos episódios que mais vão marcar a trajetória política de Lula. O desespero, a angústia e o sentimento de impotência estão devorando o petista, dizem pessoas próximas.

Segundo interlocutores, Lula pecou a superestimar sua campanha de difamação contra o juiz Sérgio Moro. Havia a expectativa de que as narrativas construídas sobre perseguição política, obstinação pessoal e até mesmo conspirações internacionais pudessem capturar a imaginação de algum de seus julgadores do TRF-4. Mas ao que tudo indica, a seriedade, competência e acuidade de Moro em seu trabalho foram fatores preponderantes na confirmação da condenação do petista.

A agressividade de Lula contra uma pessoa próxima que mencionou algo sobre a cobra jararaca. Lula apelou feio pensando se tratar de alguma referência sobre uma declaração sua no passado, quando disse que "Se quiseram matar a jararaca, não fizeram direito, pois não bateram na cabeça, bateram no rabo, porque a jararaca está viva."

Pelo visto, desta vez acertaram a cabeça da jararaca.

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