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Plano B do PT, Fernando Haddad é indiciado pela Polícia Federal. Partido de Lula se decompõe no ano eleitoral



A notícia de que a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pelo crime de falsidade ideológica, por decorrência de suposta prática de caixa 2 eleitoral caiu como uma bomba na cabeça dos dirigentes do partido. Tratado como uma opção da legenda para a eleição presidencial de 2018, Haddad era visto como único membro do partido capaz de viabilizar uma grande aliança entre partidos de esquerda para as próximas eleições.

O indiciamento do ex-prefeito de São Paulo não afeta apenas os planos e opções do partido, como também ajudam a afundar ainda mais a imagem da legenda neste ano de eleição. Além de Haddad, também foram indiciados o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto - preso em Curitiba e réu por corrupção e lavagem -, o coordenador da campanha de Haddad à Prefeitura de São Paulo em 2012, Francisco Macena, e ainda o ex-deputado petista Francisco Carlos de Souza.

Outras três pessoas ligadas a uma gráfica contratada pelo PT também foram indiciadas. O indiciamento ocorreu em decorrência de investigação desdobrada da Operação Lava-Jato. O inquérito começou após a homologação da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pessoa disse que Vaccari o procurou após a eleição de 2012 e solicitou que ele pagasse uma dívida de R$ 3 milhões com uma gráfica de um homem conhecido como Chicão. O ex-diretor da UTC Walmir Pinheiro contou à PF que negociou um desconto com Chicão e pagou R$ 2,6 milhões à vista. Os delatores reconheceram Chicão por foto.

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