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Pedido de Lula ao STJ para não ser preso deve cair nas mãos do ministro Felix Fischer, relator da Lava Jato na Corte



Aproveitando-se do fato de que 'a possibilidade' de condenados em segunda instância iniciem o cumprimento da pena é apenas um 'entendimento' no STF, o ex-presidente Lula não perdeu tempo. Apenas seis dias após ter sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª-Região (TRF-4), o petista, por meio de sua defesa, entrou com um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar a prisão.

O próprio TRF-4 já determinou o início da execução da pena após o julgamento de recursos. A condenação de Lula pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro foi foi confirmada pelo Colegiado de segunda instância, que elevou sua pena para 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado.

A pressa de Lula tem uma explicação: aproveitar o recesso no STJ na esperança de que o pedido, apresentado nesta terça-feira (30), possa ser analisado pelo vice-presidente do tribunal, ministro Humberto Martins, responsável pelos despachos do STJ no plantão até esta quarta-feira (31). As atividades do tribunal retomam nesta quinta-feira (1), quando o pedido de Lula for distribuído.

Não é por acaso que Lula tente a sorte para escapar da possibilidade do caso ser sorteado para o ministro Felix Fischer, relator da Lava Jato no STJ. Fischer não atendeu a nenhum de dez pedidos feitos pela defesa de Lula ao Tribunal durante o último ano, segundo apurou o Estadão.

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