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Para evitar que Lula fosse preso imediatamente, Cristiano Zanin correu para entregar passaporte do petista à PF



O episódio da apreensão do passaporte do ex-presidente Lula revelou ao país que os defensores do petista são muito machos para atacar a Justiça em cima de palanques, mas na hora que o bicho pega, afinam em segundos.

Poucas horas antes de ser proibido de deixar o país, Lula estava em um palanque em São Paulo debochando das autoridades sobre sua viagem à Etiópia. O pré-candidato à governo paulista, Luiz Marinho, garantia que Lula não seria preso, o líder do MTST, Guilherme Boulos afirmava que não iam prender Lula 'porra nenhuma' e o senador Lindbergh Farias pregava a desobediência civil. Todos muito machos.

Mas logo que souberam que, além de pedir que a Justiça Federal proibisse Lula de deixar o país, que fosse apreendido seu passaporte, a Procuradoria da República em Brasília também pediu a prisão preventiva do petista, todos recuaram.

O advogado Cristiano Zanin Martins acordou hoje cedo nesta sexta-feira, 26, e correu para entregar o passaporte do petista à Polícia Federal, em São Paulo. O criminalista chegou à Superintendência da PF às 10h25 e ficou cerca de 1 hora no local.

“Houve a entrega do passaporte, cumprindo a decisão de Brasília, que nós entendemos que foi indevida. É uma restrição ao direito de ir e vir do ex-presidente Lula que não se justifica até porque baseado em um processo que não está sob a jurisdição do juiz que determinou essa medida. Nós iremos tomar as medidas legalmente cabíveis para reverter essa restrição indevida ao direito de ir e vir do ex-presidente. Ele tem o direito de viajar ao exterior”, afirmou.

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