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Os pesadelos do PT não acabam dia 24. Lula enfrenta nova onda de constrangimentos duas semanas após julgamento do TRF-4



A notícia não é boa para os ativistas de esquerda que imaginam que o julgamento do recurso do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região marcado para o dia 24 de janeiro é a maior preocupação do petista e de seus aliados.

Poucos dias depois, o ex-presidente deve enfrentar uma nova onda de constrangimentos com os depoimentos de  sete testemunhas de acusação no processo relativo ao Sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Os colaboradores  vão depor na primeira semana de fevereiro ao juiz federal Sérgio Moro no caso que envolve supostas propinas da OAS e da Odebrecht.

Lula também é réu nesta ação penal, acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal sustenta que as reformas bancadas pela Odebrecht e a OAS dissimularam pagamentos de R$ 1 milhão ao ex-presidente.

Os depoentes são ex-aliados do presidente e cúmplices em esquemas criminosos que drenaram bilhões dos cofres públicos. Logo no dia 5 de fevereiro, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que confessaram ter recebido pagamentos da Odebrecht no exterior para realizar as campanhas petistas, vão depor.

Além do depoimento casal de marqueteiros, também vai depor no mesmo dia o ex-gerente da Área Internacional da Petrobrás, Eduardo Musa. O executivo já confessou ter direcionado uma licitação na estatal para o grupo Schahin para sanar dívida de R$ 60 milhões com o partido no caso que envolveu empréstimo fraudulento ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.


No dia 7 de fevereiro, será a vez de Milton e Salim Schahin, responsáveis pelo repasse de parte dos recursos para bancar reformas no sítio. O dinheiro era proveniente de contratos para a operação da sonda Vitória 10.000 entre Schahin e Petrobrás. Os valores teriam sido operacionalizados por Bumlai.

Logo em seguida, no mesmo dia, será a vez do engenheiro Marcos de Almeida Horta Barbosa, que é aderente ao acordo de leniência da Odebrecht com o Ministério Público Federal e o ex-presidente da Braskem Carlos Alberto Fadigas, um dos 77 delatores da empreiteira.

Condenado no Mensalão e na Lava Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa, ´restará seu depoimento no dia 22. o ex-parlamentar do Partido Progressista confirmará seu relato anterior, no qual falou sobre a interferência do ex-presidente Lula junto ao ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa por pagamentos ao partido e que o petista tinha conhecimento de esquemas de corrupção na estatal.

Na denúncia de 168 páginas envolvendo o sítio de Atibaia, 39 testemunhas foram arroladas pela força-tarefa; 20 são delatores. Com Pedro Corrêa, que teve o termo homologado meses depois da denúncia, passam a ser 21 os delatores que falarão nesta ação penal.

O último a ser ouvido será o próprio ex-presidente Lula. Ainda não se sabe quando o petista será ouvido pelo juiz Sérgio Moro no caso mais temido pelos petistas, mas se sabe que uma eventual condenação neste caso não demora mais de 20 dias após o último depoimento.

Esta pode ser a segunda condenação de Lula na primeira instância. Caso esta ação penal corra no mesmo ritmo da ação do triplex do Guarujá, o petista terá sua segunda condenação julgada pelo TRF-4 ainda em 2018, antes da eleição. 
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