O teatro do PT para acobertar a fuga de Lula foi um dos episódios mais vergonhosos da história da República



O lançamento da candidatura do ex-presidente Lula logo após a confirmação de sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4) foi um evento que contrariou qualquer lógica.

A reunião ocorreu na manhã de quinta-feira, em São Paulo, um dia após a derrota do recurso do petista no TRF-4. Contrariando os fatos e as eventuais consequências de sua condenação por um colegiado de segunda instância, a inlegibilidade foi apenas um deles, o PT se reuniu para reafirmar a candidatura do ex-presidente Lula ao Planalto. Participaram do ato petistas ilustres e representantes de movimentos sociais aliados ao partido.

Já no contexto da realidade imposta pela condenação de Lula, hão havia, naquelas circunstâncias, qualquer condição de conduzir a reunião com base em preceitos legais e constitucionais. Lula havia se tornado um criminoso condenado em 2º grau, tornado-se inelegível e com os dias de liberdade contados. Dai a necessidade de provocação de autoridades,  pregação de"desobediência" a decisões judiciais e incentivo à desordem e desobediência civil.

Por mais que alguns entusiastas presentes naquela plateia vibrassem com os impropérios e ameaças fajutas, o fato é que naquele palanque não havia nenhum adolescente idealista, alheio à realidade dos fatos. Todos sabem que as narrativas do PT são concebidas para alimentar a militância de ilusões. As promessas de vitórias improváveis, quando convertidas em derrotas em face da realidade dos fatos,  são usadas apenas para atear mais lenha na fogueira em que pulam os desconectados da realidade.

Todos que estavam presentes naquele palanque vivem cercados de juristas experientes e sabem muito bem que não é possível conduzir a candidatura de um criminoso condenado em 2º grau, inelegível e prestes a ser preso na base do 'se colar'. As consultas sobre as possibilidades tem como respostas um mar de improbabilidades e ninguém em seu juízo perfeito apostaria contra prognósticos tão implacáveis, no que diz respeito à eventual candidatura de Lula. Como criminoso condenado em segunda instância com oito meses de antecedência em relação à data do registro de sua candidatura, a possibilidade de não obter o registro de candidatura é certa. Como se não bastasse, Lula e seus subordinados sabem que, mesmo conseguindo registrar sua candidatura e concorrendo efetivamente na eleição, o petista não tem qualquer chande de vencer o pleito. De nada adiantaria concorrer e ser preso no dia seguinte.

Se todos sabem perfeitamente de tudo isto, qual seria o motivo de realizar um ato um dia após Lula ter sido condenado no TRF-4 e um dia antes de sua viagem para um país que não possui tratado de extradição com o Brasil sugere que tudo não passou de uma grande encenação.

O lançamento açodado da candidatura de Lula teria o propósito de ludibriar as autoridades, em mais uma trapalhada estratégia da esquerda. Todos temiam o risco de apreensão do passaporte de Lula. Dirigentes do partido vinham alertando sobre esta possibilidade logo que surgiram os rumores de que o petista viajaria para a Etiópia nos dias do julgamento de seu recurso no TRF-4.

A iniciativa de lançar a candidatura de Lula tinha o objetivo de passar a ideia de que o petista retornaria ao país para cuidar de sua 'campanha'. Lula chegou a anunciar que faria uma caravana na região Sul do país, com visitas previstas aos túmulos de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola.

É claro que, para delírio dos presentes, todas estas promessas tinha que ser acompanhadas de blefes e acometidas fajutas como a de João Pedro Stédile:

— Aqui vai um recado para dona Polícia Federal e para o Poder Judiciário: não pensem que vocês mandam no país. Nós, os movimentos populares, não aceitaremos de forma alguma e, impediremos com tudo for possível, que o companheiro Lula seja preso — discursou Stédile, sendo interrompido por aplausos da plateia.

Ou a do senador Lindbergh Farias:

— Não tenho ilusão de que vamos achar saídas por dentro das instituições. Vamos derrotar esse golpe com uma liminar judicial? Não. Só temos uma caminho, que são as ruas, as mobilizações, rebelião cidadã, desobediência civil — afirmou o péssimo ator.

Todos no PT sabem que não há mais militância mobilizada, apoio popular ou capacidade de reunir mais de duas Kombis de simpatizantes. Ao que tudo indica, o lançamento da candidatura de Lula não passou de uma grande mentira para enganar as autoridades sobre seus interesses e compromissos no Brasil.

Felizmente, os membros da Procuradoria da República no Distrito Federal pressentiram o que a maioria da população já imaginava e pediram ao juiz federal Ricardo Leite, da 10.ª Vara Federal, em Brasília, que impedisse a saída de Lula do país. O juiz federal também não se convenceu com a encenação de Lula, Dilma, Stédile, Gleisi e outros petistas ilustres e mandou tomar o passaporte do petista. Segundo o magistrado, a alternativa a esta medida seria a prisão preventiva.

Logo após a decisão que proibiu Lula de deixar o Brasil, os atores desmontaram o circo, abandonaram o script belicoso e agora buscam uma nova peça, uma nova narrativa para alimentar de ilusões o que restou da infeliz militância.

-

Postar um comentário

[facebook]

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget