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Moro considera "provados" os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados por Lula



Ao concluir sobre a sentença imposta ao ex-presidente Lula no caso do triplex no Guarujá, o juiz federal Sérgio Moro afirmou que a defesa apresentada pelo ex-presidente "não é consistente com as provas documentais constantes dos autos". E considera "provados" os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro: "O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi beneficiado materialmente por débitos da conta geral de propinas, com a atribuição a ele e a sua esposa, sem o pagamento do preço correspondente, de um apartamento triplex, e com a realização de custosas reformas no apartamento, às expensas do Grupo OAS". (...) "Foi, portanto, um crime de corrupção complexo e que envolveu a prática de diversos atos em momentos temporais distintos de outubro de 2009 a junho de 2014, aproximadamente.", apontou o magistrado em um dos pontos mais enfáticos da sentença histórica e considerada 'irretocável' por juristas de todo o Brasil. Moro condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão em 12 Julho 2017 pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Posteriormente, o ex-presidente Lula ainda se viu cara a cara com o juiz responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. O encontro ocorreu no dia 13 de setembro de 2017, ocasião em que o petista foi interrogado no âmbito da ação penal em que figura como réu, acusado de receber da Odebrecht um apartamento vizinho ao dele, em São Bernardo do Campo.

Ao final de seu depoimento de duas horas ao juiz Sergio Moro, Lula  tentou insinuar que Moro teria sido pressionado e acabou tomando decisões influenciado pela imprensa nacional ao condená-lo no caso do triplex do Guarujá.

“Não posso deixar de dizer que esses processos contra mim virassem vocês reféns da imprensa”, começou Lula, enquanto Moro passeava calmamente no interior da mente rudimentar do petista.

“Vou chegar em casa amanhã almoçar com 8 netos e uma bisneta de 6 meses. Posso olhar na cara dos meus filhos e dizer que vim a Curitiba prestar depoimento a um juiz imparcial?”, continuou Lula, tentando envolver Moro em sua argumentação de mesa de boteco.

Sabendo perfeitamente onde o petista pretendia chegar, Moro deu mais corda a Lula:

“Não cabe ao senhor perguntar isso a mim. Mas de todo modo sim”, assentiu o magistrado.

“Sim, porque não foi o procedimento na outra ação”, emendou Lula, referindo-se ao processo em que foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão.

Moro então resolveu encerrar de uma vez o teatro de Lula e disparou impiedosamente: “Eu não vou discutir a outra ação com o senhor. A minha convicção é que o senhor foi culpado. Se fossemos discutir aqui, não seria bom para o senhor”, alertou Moro.

Lula ficou calado e impactado com a dureza do magistrado, que encerrou sugerindo que o petista apresentasse suas razões no tribunal, referindo-se ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Porto Alegre (TRF-4), que julgará o processo do triplex na Segunda Instância nesta quarta-feira, 24 de janeiro de 2018.

Acompanhe o trecho final do depoimento de Lula no vídeo abaixo:





A menos de 48 horas do julgamento de seu recurso no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região de Porto Alegre, o ex-presidente Lula admitiu que pode ter cometido os crimes pelos quais foi condenado por Moro. O petista entrou com um recurso pedindo a prescrição da pena determinada por Moro, sob a alegação de que o suposto crime consumado em 2009 'caducou'. Ao reconhecer documentalmente perante o Colegiado do TRF-4 que pode ter cometido os crimes relativos à esta ação penal, Lula abre um precedente para outros processos pelos quais ainda deverá responder nos próximos meses. A vida de mentiras do petista começa a chegar ao fim, para vergonha de seus defensores. 

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