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Lula volta a ser investigado no processo do mensalão. Pode haver Justiça neste caso, ainda que tardia



O ex-presidente Lula voltou a ser investigado por uma acusação relacionada ao histórico caso do mensalão. A Câmara de Combate à Corrupção da PGR decidiu desarquivar uma investigação sobre um suposto pagamento de US$ 7 milhões da Portugal Telecom para o PT quitar dívidas de campanhas eleitorais. A acusação foi feita pelo operador do mensalão, Marcos Valério, e levou à abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) em 2013.

A Procuradoria pediu o arquivamento das investigações, em setembro de 2015. Responsável por revisar atos como arquivamentos de inquéritos, a Câmara de Combate à Corrupção decidiu reabrir as investigações com base nos mesmo autos da investigação original.

A 5ª Câmara de Coordenação e Revisão é dedicada ao combate à corrupção e atua nos feitos relativos aos atos de improbidade administrativa previstos na Lei nº 8.429/92, nos crimes praticados por funcionário público ou particular (artigos 332, 333 e 335 do Código Penal) contra a administração em geral, inclusive contra a administração pública estrangeira, bem como nos crimes de responsabilidade de prefeitos e de vereadores previstos na Lei de Licitações.

A Polícia Federal já celebrou um acordo com o publicitário Marcos Valério. Tudo indica que o STF irá permitir que a PF celebre este tipo de acordo.  Valério acusou Lula e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci de terem negociado pessoalmente o repasse do dinheiro, num acerto dentro do Palácio do Planalto. Segundo o operador do mensalão, contas no exterior teriam sido indicadas a Miguel Horta, executivo da Portugal Telecom, para que ele providenciasse os depósitos.

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