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Lula teme execução provisória da pena. Sua prisão deve alterar toda estratégia do PT para as eleições



Enquanto aposta todas suas fichas na intimidação das autoridades que irão julgar seu recurso na segunda instância em poucos dias, o ex-presidente Lula contempla o cenário desolador que espreita seu futuro político. A possibilidade concreta de ser preso é o que mais tem incomodado o petista.

“Se ele for condenado por unanimidade e a condenação for mantida por unanimidade, pela posição atual do Supremo Tribunal Federal, terminou o julgamento nas instâncias ordinárias (Tribunais de Justiça e Regionais Federais). Então é possível o início da execução provisória da pena”, explica o professor de Direito Penal da USP, Gustavo Badaró. em entrevista à revista ISTOÉ.

Em outras palavras, Lula pode ser preso. A situação é realmente crítica. Uma condenação no TRF-4 por unanimidade abre a chance de recurso por embargos de declaração, que são resolvidos em 48 horas e julgados na sessão seguinte do tribunal. Ao contrário do que muitos imaginam, Lula não terá como protelar uma decisão da Justiça neste caso.

Lula depende da boa vontade do relator do caso, que pode pedir sua prisão imediata ou determinar que o petista cumpra prisão domiciliar e passe a ser monitorado por meio da famosa tornozeleira eletrônica. Neste cenário, Lula estará definitivamente fora das eleições. E dos palanques. Há quem diga que seria uma condição humilhante para um ex-presidente da República, mas pelo menos, por enquanto, pode ser uma alternativa menos traumática que a prisão.

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