Lula já começou a amarelar antes do julgamento e agora diz que pode ser cabo eleitoral



O ex-presidente Lula começou a sinalizar recuo em sua estratégia de enfrentamento da Justiça durante ato para militantes na Casa de Portugal, na Liberdade, região central da capital paulista

O petista de início à uma nova narrativa sobre suas pretensões de  intenção de concorrer à Presidência da República em 2018, afirmando que esta será uma decisão do partido e disse que se conformará em cumprir o papel de cabo eleitoral nas próximas eleições:

“Quero que o PT me indique à Presidência. Se não for como candidato, serei como cabo eleitoral. Se o PT quiser, estarei como candidato à Presidência, aconteça o que acontecer”, disse o petista durante o ato na noite desta quinta-feira, 18, em São Paulo. O mesmo Lula que disse há poucos dias que seria candidato de qualquer jeito, agora joga a decisão sobre sua candidatura nas mãos do partido.

O Imprensa Viva já havia aventado a possibilidade do petista desistir de sua candidatura logo após a divulgação do acórdão (a decisão do órgão colegiado) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de Porto Alegre sobre o recurso do caso do triplex do Guarujá.

Lula deve participar de uma reunião com a cúpula do PT logo que sair o resultado do julgamento de seu recurso, no dia 24 de janeiro, para definir a estratégia do partido a partir de então. A possibilidade de Lula anunciar a retirada de sua candidatura é tida como certa, caso o petista seja condenado em consonância pelo colegiado, circunstância em que as chances de embargos são dramaticamente reduzidas, na mesma proporção que crescem as chances do petista ser preso.

Segundo a Folha, "O STJ (Superior Tribunal de Justiça) já discute nos bastidores a possibilidade de condenação de Lula no dia 24 de janeiro, pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal). Ministros acreditam que um veredicto negativo por 3 a 0 será fatal para o petista, dificultando inclusive a possibilidade de concessão de liminar pelo STJ que permita que ele leve adiante uma candidatura presidencial. Neste caso, de unanimidade, prevaleceria a discussão sobre a possibilidade de prisão de Lula, e não sobre a sua candidatura".

Entre continuar desafiando as autoridades tentando impor sua candidatura e propor uma trégua para não ser preso, Lula deve preferir a liberdade que o palanque.  Este é o consenso da cúpula do PT. Seria mais proveitoso ao partido indicar um outro nome para concorrer no lugar de do petista com ele solto do que insistir em sua candidatura  e aumentar as chances de sua prisão.

Segundo fontes do partido, há a possibilidade de Lula anunciar sua retirada da disputa eleitoral ainda no mês de janeiro. 
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