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Lula estaria alternando seus fins de semana entre o triplex e o sítio em Atibaia neste verão, não fosse a Lava Jato



Nem todos os planos na vida costumam sair como planejado. No caso do ex-presidente Lula, as coisas não são assim tão diferentes, embora as coisas tenham dado errado para o petista de forma mais trágica.

No entanto, é perfeitamente possível vislumbrar o que se passava na cabeça do petista em seus últimos dias como presidente da República nos anos de 2009, 2010. Foi mais ou menos por esta época que Lula começou a planejar como seriam seus verões quando deixasse a Presidência. O petista havia acumulado uma boa poupança de propina junto aos empreiteiros corruptos que havia favorecido com o dinheiro dos cofres públicos ao longo de seus dois mandatos. 

Era preciso um planejamento bem detalhado sobre como colocar a mão em toda aquela bolada sem chamar a atenção das autoridades. De todo modo, Lula estava relativamente tranquilo. Com uma aprovação popular na acima de 80%, havia deixado uma cúmplice em seu lugar, contaria com a conivência de sete ministros do STF, e tinha o poder de indicar Procuradores-gerais da República, diretores da Polícia Federal, Ministros da Justiça, desembargadores, etc.

Foi neste clima 'favorável' que Lula lançou-se ao seu ambicioso projeto mobiliário, no qual estavam incluídos um sítio em Atibaia, uma cobertura em São Bernardo vizinha ao seu apartamento, uma cobertura triplex de frente para o mar na praia do Guarujá e até mesmo um terreno de R$ 12 milhões em uma área nobre de São Paulo, onde seria erguida a nova sede do Instituto que levaria seu nome. Segundo o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo e laranja do ex-presidente, ideia de nova sede do Instituto Lula foi de dona Marisa, a ex-primeira dama falecida em fevereiro de 2017. Marisa também havia se encarregado de supervisionar as obras de reforma no sítio em Atibaia e no triplex do Guarujá. Obviamente, Bumlai abusou da inteligência dos investigadores da Lava Jato ao sugerir que dona Marina queria fazer uma surpresa ao marido com a nova sede do Instituto. Bumlai disse que expôs a ideia a Marcelo Odebrecht e o empresário afirmou que alguém da empresa o procuraria.

Mas voltando aos planos de verão do ex-presidente Lula, estava tudo correndo muito bem. A imprensa noticiava com frequência sobre o atraso nas obras de seu triplex e publicava pequenas notinhas sobre os 111 finais de semana que havia passado no sítio em Atibaia. 

Lula continuava mandando no país e suas operações de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e recebimento de vantagens indevidas estavam correndo como havia planejado. Pelo menos até o dia 17 de março de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase ostensiva da Operação Lava Jato, a maior investigação sobre as organizações criminosas da história do país. 

Logo na estréia da operação, os agentes cumpriram 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva, em 17 cidades de 6 estados e no Distrito Federal. Um dos alvos foi o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Foi ai que o caldo começou a desandar. As provas colhidas apontavam para a existência de um grande esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras. O aprofundamento das investigações para apurar os crimes acabou gerando novas fases da operação. Lula seria alcançado na  24.ª fase, deflagrada no dia 24 de março de 2016. Batizada com o sugestivo nome de "Aletheia", ( busca da verdade), 

Naquela manhã, o mundo de Lula começou a ruir. Logo ao chegar na portaria do Edifício Green Hill em São Bernardo do Campo, a Polícia Federal descobriu um fato desconhecido. Ao informar que tinham mandados a cumprir na cobertura onde mora o petista, o porteiro perguntou aos agentes: Qual das duas?

Lula não tinha uma, mas duas coberturas no mesmo edifício. O petista alega que os agentes não encontraram nada em sua casa naquele dia, mas em seu outra cobertura ao lado, encontraram muitas provas. Enquanto alguns agentes cumpriram um mandado de condução coercitiva contra o ex-presidente, levando-o para prestar depoimento em uma sala da PF no Aeroporto de Congonhas, Zona Sul de São Paulo, outros agentes vasculharam a outra cobertura de Lula. Foi naquela ocasião que a Polícia Federal descobriu mais uma novidade: um recibo de cofre do Banco do Brasil registrado em nome da ex-primeira dama Marisa Letícia. Outros agentes foram destacados para ir ao local e lá encontraram um verdadeiro tesouro composto por peças de ouro que Lula havia roubado do acervo da Presidência da República. 

Enquanto Lula prestava depoimento na sala da PF a alguns quilômetros de São Bernardo e outros agentes examinavam o tesouro escondido no cofre do Banco do Brasil, outros agentes encontravam outras provas comprometedoras na outra cobertura de Lula, como projetos de uma nova sede do Instituto Lula, documentos de promessa de compra do Sítio em Atibaia, projetos de reformas do triplex do Guarujá, referências sobre um terreno de R$ 12 milhões, entre outras provas comprometedoras dos ilícitos do petista. 

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