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Lula está desconfortável diante da possibilidade de se encontrar com Vaccari no presídio do Paraná.



O ex-presidente Lula não está nenhum se sentindo nenhum pouco confortável diante da possibilidade de se reencontrar com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense, para onde deve seguir logo que sua prisão for decretada nos próximos dias.

O petista teve um recurso negado por unanimidade pelo três desembargadores do 8ª Turma do Tribunal Regional Federal 4 (TRF4), o que lhe deixou poucas opções em termos recursais. Os três membros do Colegiado de Segunda Instância concordaram com a condenação dada por Sérgio Moro em julho, em primeira instância, e aumentaram a pena do ex-presidente, inicialmente fixada em nove anos e seis meses, para 12 anos e um mês. Apesar de ser condenado em regime fechado, o ex-presidente só poderá ser preso depois de julgados os recursos nesta instância.

Lula foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido como propina da construtora OAS um tríplex no Guarujá e reformas neste imóvel, num valor total de  2,4 milhões de reais, vindos de uma conta corrente mantida pela construtora para o partido, alimentado por dinheiro desviado de contratos da Petrobras.

Como foi condenado por três votos a zero, as chances de apelação do petista foram dramaticamente reduzidas. Restou à defesa do ex-presidente apenas a opção de entrar no próprio TRF-4 com um embargo que só serve para tirar dúvidas, mas não altera a pena. O embargo será julgado pela própria turma, ou seja, pelos mesmo três juízes que o condenaram. Quando essa etapa for terminada, considera-se que o julgamento de segunda instância foi encerrado e que o tribunal pode pedir para que o ex-presidente seja preso, a menos que sua defesa consiga um habeas corpus preventivo. Os advogados do petista podem tentar recorrer da decisão em instâncias superiores, como o STJ e STF, mas há um entendimento no próprio Supremo que permite que condenados em segunda instância podem aguardar na prisão pela decisão recursos.

Diante deste cenário, Lula tem praticamente um encontro marcado com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a quem tem evitado até mencionar o nome. Preso no mesmo presídio para onde deve seguir o ex-presidente Lula, Vaccari fez vários apelos no sentido de que todos os criminosos do PT assumissem seus atos e tentou inúmeras vezes discutir a possibilidade um acordo de leniência em nome do PT. Lula ignorou todas as propostas neste sentido e garantiu que não seria preso.

O petista confirmou à imprensa alemã esta semana que pretendia viajar para a Etiópia, caso fosse condenado no TRF-4. O país africano não possui acordo de extradição com o Brasil. Petistas temem que, após condenado, as autoridades determinem a apreensão do passaporte de Lula. Neste caso, o reencontro com Vaccari seria inevitável.

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