Lula e PT em desespero com 'má vontade' da militância em se mobilizar para julgamento do petista no dia 24



Dirigentes do PT estão perdendo o controle diante da má vontade da militância em aderir aos atos programados pelo partido nos dias que antecedem o julgamento do recurso do ex-presidente Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região de Porto Alegre, marcado para o dia 24 de janeiro.

A queixa no partido é a de que boa parte dos militantes são ingratos e interesseiros. Como o PT não tem mais o controle sobre o dinheiro dos cofres públicos e não pode mais barganhar cargos, vantagens e benefícios para ativistas de esquerda, tanto no nível federal quanto em centenas de prefeituras que perdeu na eleição de 2016, o poder de mobilização do partido praticamente deixou de existir. Os diretórios do PT na região de Porto Alegre estão tentando convencer moradores das periferias a comparecem aos atos, mediante pequena remuneração diária e lanche. Mesmo assim, dirigentes do partido reconhecem que será impossível fazer frente aos atos organizados em favor da prisão de Lula.

Entre os sindicatos, a situação não é diferente. Sem os recursos do imposto sindical obrigatório banido por Temer, os dirigentes sindicais estão mais preocupados em administrar os poucos recursos que restaram do ano passado e já demitiram milhares de funcionários. Na CUT, estima-se que os cortes tenham atingido mais de 60% do quadro de funcionários.

Os apelos nas redes sociais de líderes do PT, como a presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, se multiplicam, mas o baixo número de adesões aos atos preocupa a cúpula do partido, que já reservou 50 ônibus em São Paulo para levar militantes a Porto Alegre no dia 23. O problema está sendo encontrar quem colocar em tantos ônibus. Poucos estão dispostos a embarcar.
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