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Lula e a dificuldade em enfrentar as consequências de seus atos



Quando o ex-presidente Lula assumiu a Presidência da República em janeiro de 2003, uma de suas principais alegações era a de que era um homem pobre e se orgulhava de descrever os perrengues que havia passado até então com sua família.

Mas bastou ter acesso ao mundo dos bilhões do dinheiro do contribuinte, e o ex-sindicalista se viu seduzido pela vida de luxo, por aviões, comidas sofisticadas, roupas de luxo e moradias nababescas. Na medida em que se afeiçoava aos hábitos dos ricos, Lula também passou a conviver mais intensamente com bilionários.

O petista logo compreendeu que, ao fim de seu mandato, teria que abrir mão de todo aquele luxo. Foi quando começou a colocar um prática um plano para criar reservas suficientes para viver o resto da vida como um homem rico e poderoso. Astuto, Lula escolheu os parceiros certos para beneficiar com o dinheiro do contribuinte e planejou detalhadamente como receberia suas comissões assim que deixasse a Presidência. O petista plantou corrupção para colher propina. Foi lindo.

Para alcançar seus objetivos materiais, Lula montou uma verdadeira organização criminosa no coração da administração pública e chamou criminosos corruptos como como Marcelo Odebrecht, Eike Batista, Léo Pinheiro e Joesley Batista para ajudá-lo a dissimular a colheita de propina programada.


Lula assumiu riscos ao recorrer aos modelos clássicos de lavagem de dinheiro para ocultar repasses de forma dissimulada, como doações para seu Instituto, contratos de palestras forjadas, uso de laranjas para adquirir imóveis e outras técnicas para lá de conhecidas por qualquer estudante de direito.

Lula foi ousado e teve muita coragem de colocar em risco não apenas sua biografia, como também a própria liberdade. O problema é que o petista não tem exibido a mesma coragem ao enfrentar as consequências de seus atos. Lula protagoniza um triste espetáculo diante da nação, ao tentar desmoralizar autoridades, desafiar a Justiça e ameaçar o funcionamento das instituições do país com seus exércitos de aluguel.

O petista tem feito de tudo para adiar o julgamento de seu recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, marcado para o dia 24 de janeiro. Lula sabe perfeitamente que, caso  os juízes do TRF-4 votem de forma unânime confirmando sua condenação, os eventuais recursos não terão efeito suspensivo da pena  determinada pelo colegiado. Além de ficar de fora da disputa, Lula poderá se tornar alvo de um mandado de prisão.

É justamente este cenário que mina qualquer resquício de dignidade de Lula e sua covardia em assumir seus atos acaba falando mais alto.

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