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Lula começa a enfrentar problemas com recibos falsos e terreno de R$ 12 milhões



Enquanto se aproxima o dia do julgamento de seu recurso do caso do triplex na Segunda Instância, o ex-presidente Lula, que foi condenado a 9 anos e 6 meses nesta ação penal, começa a enfrentar novos problemas em outro processo que corre na 13ª Vara Federal de Curitiba. Esta semana, a força-tarefa da Operação Lava Jato pediu em alegações finais ao juiz Sérgio Moro que reconheça que são falsos os recibos entregues pela defesa do petista para comprovar aluguel do imóvel vizinho à sua residência em São Bernardo em face do engenheiro Glaucos da Costamarques.

Nesta ação penal, Lula é réu e apontado como beneficiário de um terreno em São Paulo aonde seria sediado o Instituto Lula, no valor de R$ 12 milhões, e do apartamento vizinho ao seu em São Bernardo, no edifício Hill House. Os imóveis seriam formas de pagamento de vantagens indevidas ao ex-presidente por parte da empreiteira Odebrecht. A força-tarefa sustenta que o ex-presidente nunca pagou pelos imóveis até 2015. Investigação foi aberta sobre comprovantes de aluguel entregues pelo petista, alguns inclusive com datas inexistentes no calendário. Em recibo do suposto pagamento do aluguel, no valor de R$ 4,1 mil reais, consta que o vencimento seria no dia 31 de junho de 2014. O mês, entretanto, tem 30 dias. Em outro recibo, consta a data de 31 de novembro, outro mês que se encerra no dia 30.

“Diante das tão clamorosas evidências da falsidade ideológica dos documentos impugnados neste incidente, ora destacadas, compreende-se porque a defesa do arguido, como é visível, tenha ido construir a fantasiosa e inverossímil versão sobre o “encontro” dos recibos em sua residência, que não convence ninguém, consoante pormenorizadamente abordado na manifestação ministerial do evento 31, à qual ora aqui se reporta, sendo, assim, pois, irretorquível que o arguido fez uso de recibos ideologicamente falsos na ação penal de que se trata, documentos que foram ardilosamente produzidos para dar falso amparo à simulada locação, que é um dos expedientes de dissimulação da real propriedade do apartamento n. 121 de LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA”, afirma a força-tarefa.

“Ademais, em vista do farto acerto probatório que atesta a ausência de relação locatícia real, deve ser dito o óbvio, em resposta à tentativa insistente e precária da defesa de provar a existência de pagamentos única e exclusivamente invocando a força probatória atribuída pela lei civil a recibos de pagamentos: documentos ideologicamente falsos não fazem prova de pagamento ou quitação. Ao contrário, a falsidade do recibo concorre francamente para confirmar os matizes criminosos dos atos que tentam, em vão, lastrear” conclui a força-tarefa da Lava Jato.

A denúncia da Procuradoria da República sobre o apartamento 121 ainda aponta que propinas pagas pela Odebrecht, no esquema que seria liderado pelo ex-presidente, chegaram a R$ 75 milhões em oito contratos com a Petrobras.

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