Governo frustra manobra de Dilma e Lula para vender Comperj e economiza R$ 14 bilhões e meio



O presidente Michel Temer e presidente da Petrobras, Pedro Parente, frustraram um projeto elaborado pelo governo Dilma que previa a venda do complexo petroquímico de Itaboraí, (Comperj) para os chineses. A manobra havia sido programada pelo governo Dilma pouco antes da cassação de seu mandato em 2016.

O plano de Dilma e do PT era cobrir o rombo de bilhões de dólares causado pelo assalto do partido e de empreiteiras na Petrobras. A direção da estatal chegou a anunciar a venda do complexo petroquímico, um de seus maiores e mais preciosos ativos da petrolífera. A refinaria é a menina dos olhos dos funcionários da Petrobrás e tem a missão de suprir a deficiência de outras refinarias sucateadas, como a Reduc, de Duque de Caxias.

Sob a tutela de Dilma e do PT, a direção da estatal havia dado inicio a conversas com investidores chineses para vender parte do complexo em uma manobra pouco transparente. A obra do complexo já havia consumido 14 bilhões de dólares dos cofres da Petrobras, através de esquemas de superfaturamento que tinha como finalidade desviar recursos para as campanhas de Dilma em 2010 e 2014, como ficou comprovado apos as informações prestadas pela Odebrecht aos procuradores da Lava Jato.  A empreiteira confirmou que repassou dinheiro desviado das obras do Comperj para o PT e pelo menos R$ 22 milhões para o marqueteiro de Dilma, João Santana.

A paralisação das obras custou o emprego de 35 mil trabalhadores ao final do governo Dilma. O complexo, que tinha previsão de entrar em operação em 2013, teve previsão de conclusão adiada para 2023. A desculpa da direção da estatal era a necessidade de atrair um sócio para o investimento capaz de arcar com os 5 bilhões de dólares necessários para concluir a obra.

A pressa em colocar a mão nos recursos foi outro aspecto suspeito da negociação. Na proposta, a gestão petista da Petrobras exigia que o sócio pagasse uma quantia adiantada para entrar imediatamente no caixa da empresa. O governo Temer cancelou todas as operações em andamento e abriu concorrência para concluir as obras. Participaram da concorrência as empresas abaixo:

1º – Shandong Kerui – R$ 1.947.000,00;
2º – Fluor – R$2.284.738,00;
3º – Cobra/Qualiman – R$ 2.284.791,00;
4º – Tecnimont – R$ 4.246.175,00

Declinaram as empresas Sener, Jacobs, e Thermo.

A vencedora da concorrência,  a Kerui Petroleum é o maior fabricante e fornecedor de serviços de equipamentos de petróleo e gás na China. O Grupo tem agora mais de 8.000 funcionários e está sediada na cidade de Dongying, onde está localizado o segundo maior campo petrolífero da China – Shengli Oilfield. A chinesa ofereceu o menor preço para executar a obra, o que representou uma economia de cerca de R$ 14,5 bilhões em relação aos custos levantados pelo governo Dilma, sem a necessidade de abir a participação para um sócio no complexo. A UPGN é um projeto prioritário da Petrobras para aproveitamento do gás natural que será produzido nos campos do pré-sal e agora a previsão é de que a unidade passe a processar o pré-sal já a partir de 2020.

O prefeito de Itaboraí, Sadinoel Souza, (PMB-RJ) demonstrou otimismo no mês de dezembo com a expectativa da retomada das obras da UPGN. Ele estima que serão criados 450 empregos diretos no próximo ano, um número que poderia chegar a 5 mil postos de trabalho no ano seguinte.

— O município foi muito afetado nos últimos anos com a obra parada. Estamos otimistas, mas preocupados com a infraestrutura para atender o aumento da população — destacou o prefeito.

A Petrobras não deu mais detalhes da licitação da UPGN, mas explicou que espera assinar o contrato no primeiro trimestre de 2018. A empresa disse apenas que já recebeu as propostas comerciais e financeiras. “As etapas posteriores envolvem análise de documentos, divulgação da classificação e negociação comercial, concluindo com a assinatura do contrato previsto para o primeiro trimestre de 2018”, informou.
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