Fernando Henrique Cardoso imita Jair Bolsonaro na maior cara de pau



Durante entrevista concedida ao jornalista José Luiz Datena, no programa 90 Minutos da Rádio Bandeirantes nesta quinta-feira (18), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu explicitamente o ex-presidente Lula e aproveitou para tecer críticas ao pré-candidato à Presidência da República em 2018, Jair Bolsonaro.

Ao ser questionado por Datena questionado sobre os dois possíveis rivais de Alckmin, Lula e Bolsonaro, o FHC disse que não dá para comparar. "Conheço Lula muito bem, mas não conheço Bolsonaro. O Lula tem partido, história, trajetória, você pode gostar ou não, mas ele tem compromisso. Já Bolsonaro é um homem autoritário. Quais são as opiniões dele? Não sei", espetou o tucano.

Fernando Henrique não foi o único político a elogiar Lula para atacar um adversário. Durante a eleição de 2002, deputado Jair Bolsonaro também elogiava Lula para atacar o tucano:

“Confesso publicamente que votei no segundo turno em Lula. Jamais votaria em um candidato de Fernando Henrique Cardoso [José Serra, derrotado por Lula]. Votei e trabalhei para Ciro Gomes no primeiro turno. Perdi. No segundo, escolhi o que considerei ser a melhor opção. Haverá brava crise pela frente, mas mantemos a esperança de dias melhores. Espero que o companheiro Lula, já que está na moda falar assim, consulte os quadros do PT, do PCdoB e de outros partidos para fazer suas escolhas”, disse Bolsonaro à época.

No meio de toda esta encenação política, Lula critica FHC e Bolsonaro, mas parece que é tudo farinha do mesmo saco. FHC se vendia como um candidato de direita, trabalhou arduamente nos bastidores para eleger Lula em 2002. Bolsonaro hoje também tenta se vender como um candidato de direita, apesar de ter votado em gente como Ciro e Lula quatro eleições atrás e de ter votado com os governos do PT durante muitos anos. Como confusão ideológica pouca é bobagem, existem ativistas de esquerda que ainda reclamam que Lula agiu como um representante da direita, aumentando os lucros dos bancos, empreiteiros e donos de grandes fortunas.

São muitas contradições para a cabeça de um povo tão politizado e esclarecido como os brasileiros. Enquanto os representantes da direita ao redor do mundo são radicais em relação a assuntos como privatização, reforma da previdência e livre concorrência, os candidatos que se travestiram de direita no Brasil às vésperas das eleições que já foram adoradores de Hugo Chávez, se comportam como socialistas quando o assunto é privatização, reforma da previdência e livre concorrência. Quando se trata de política e de eleição no Brasil, a ideologia não é uma convicção, mas uma mera peça do marketing circunstancial. Na hora de pedir votos, basta dizer para o povo: "Eu mudei! Eu sou Diferente!. Vai entender esse país...
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