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Fernando Collor de Mello anuncia que vai concorrer à Presidência da República



A eleição presidencial de 2018 deve repetir o fenômeno ocorrido em 1989, quando 22 candidatos disputaram o pleito. Curiosamente, o vencedor daquela eleição, o ex-presidente e atual senador por Alagoas, Fernando Collor de Mello (PTC), anunciou, nesta sexta-feira (19) que também irá disputar a eleição majoritária em 2018.

Durante entrevista à rádio 96 FM, de Arapiraca, cidade do interior de Alagoas, o senador justificou sua decisão de lançar sua candidatura:

"Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o país. Meu partido todos conhecem, sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida", disse.

Horas mais cedo, durante a instalação do diretório regional do PTC na cidade de Arapiraca, Collor já havia anunciado sua decisão a um pequeno grupo de correligionários. "Eu digo a vocês que esse é momento dos mais especiais da minha vida pessoal e como homem público. Porque hoje a minha decisão foi tomada: sou, sim, pré-candidato à Presidência. Obrigado e vamos à vitória", disse, em breve discurso.

Collor já foi presidente do país entre 1990 e 1992, quando se tornou o primeiro chefe da República a sofrer impeachment. Em seu lugar assumiu o seu vice, Itamar Franco.

Réu na Lava Jato
No entanto, em agosto do ano passado, a 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu abrir ação penal contra o senador, que se tornou réu em investigação aberta a partir da Operação Lava Jato.

O STF tornou Collor réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. A PGR (Procuradoria-Geral da República) ainda havia denunciado o senador por outros dois crimes - obstrução da justiça e peculato -, mas estes não foram aceitos pelo STF.

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