Falar em risco de “Venezuelização” do Brasil é ofensa às Forças Armadas



Em ano eleitoral, uma série de políticos passaram a explorar a crise política e humanitária enfrentada pelos venezuelanos imposta pela tirania do eterno aliado das esquerdas brasileiras, Nicolás Maduro. Obviamente, qualquer cidadão em qualquer parte do mundo tem o dever de se manter vigilante sobre questões que envolvem violações de direitos humanos e crises humanitárias como a questão do desabastecimento de alimentos. Não apenas na Venezuela, como em qualquer parte do mundo.

Mas dai afirmar que o Brasil corre o risco de passar por uma “Venezuelização” soa como um gesto de oportunismo e desrespeito para com as Forças Armadas Brasileiras, eternas guardiãs das Instituições, da Constituição, da Democracia e do Estado de Direito.

Mesmo considerando o fato do país contar com setores do Judiciário (STF) e outros órgãos públicos como o MPF, aparelhados com simpatizantes da esquerda, supor que grupos políticos seriam capazes de 'subornar' os militares em troca da implantação de qualquer espécie de ditadura no Brasil constitui-se numa verdadeira afronta aos esforços dos militares em assegurar a consolidação da Democracia no Brasil.

Notícias sobre o flerte dos governos do PT não são novidade, bem como é perfeitamente possível constatar que todas as iniciativas neste sentido fracassaram, enquanto as Forças Armadas conseguiram manter sua independência e capacidade de frustrar qualquer tentativa de forças políticas controlarem o país por outra via que não seja o voto. O ex-presidente Lula foi gentilmente aconselhado a terminar seu mandato e passar a faixa para seu sucessor. Se o PT conseguiu burlar as eleições com a conivência de outras instituições como o STF, TSE e MPF, o fez também por meio de uma via 'aparentemente' democrática. Não cabia às Forças Armadas contestarem o resultado das urnas. Outras tentativas de cooptação da cúpula das Forças Armadas também não foram bem sucedidas, motivo pelo qual o Exército, Marinha e Aeronáutica acabaram penalizados com cortes de orçamento e o inevitável sucateamento.

O senador Ronaldo Caiado chegou inclusive a denunciar que a ex-presidente Dilma cogitou decretar Estado de Defesa quando percebeu que estava prestes a ser deposta do poder. A informação foi confirmada por diversos políticos num dos momentos em que o petismo abriu o verbo sobre a possibilidade de continuar no poder com a conivência dos militares.

Neste período, o Comandante do Exército, General Villas Bôas desempenhou um papel crucial na defesa da Democracia. Sem fugir um único milímetro de suas atribuições funcionais, sem conspirar e respeitando rigorosamente a Constituição, o Comandante do Exército, liderando as Forças Armadas, foi um verdadeiro herói da jovem democracia brasileira.

"Villas Bôas teve o apoio de seus comandados. E juntos, fardados, foram todos falar com o Ministro da Defesa, o comunista Aldo Rebelo. Aldo foi informado de que o Regimento Militar era muito claro. Ordem absurda não se cumpre. E mais. É dever de todo militar dar voz de prisão a quem ousa expedir qualquer tipo de ordem absurda. Recado mais claro, impossível. Aldo foi à Dilma e informou que não haveria qualquer apoio para o Estado de Defesa", relembra o portal Sul Connection.

O rigor das Forças Armadas na defesa dos preceitos constitucionais e valores democráticos, assegurando que o processo do impeachment de Dilma transcorresse dentro das regras previstas, inibindo a atuação de membros do Judiciário em possíveis manobras para assegurar a permanência de Dilma e do PT no poder.

As forças armadas também inibiram a conspiração engendrada por setores do MPF e STF com criminosos da JBS para derrubar o governo Temer, responsável por conduzir a transição democrática do país até as eleições de 2018. O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tramou uma conspiração com o açougueiro criminoso Joesley Batista, que chegou a obter um habeas corpus eterno garantido pela homologação de seu acordo criminoso pelo ministro do STF, Edson Fachin. Sim, o Brasil esteve bem perto de passar por um processo de “Venezuelização”, mas foram as Forças Armadas que livraram o país desta ameaça.

Aqueles que dizem que há um processo em andamento para devolver o país à esquerda bolivariana demonstram ignorância e desrespeito com as Forças Armadas, a eterna guardiã da Democracia no Brasil. Insinuar que os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica seriam coniventes com representantes da esquerda ou direita é uma grande cretinice. As Forças Armadas não podem interferir no processo sucessório do país, não pode discordar se quem ganha é a esquerda ou a direita. Seu papel é garantir que o a sede de poder não suba à cabeça de nenhum grupo político. Neste caso, conforme já fizeram questão de alertar, os militares não hesitariam em restaurar a ordem democrática e devolver o país aos brasileiros.

Sugerir que o atual governo, que tem sido o maior carrasco da esquerda em toda a história do país, seria simpático à esquerda também é uma grande fanfarronice. Em pouco mais de um ano, o atual governo cortou repasses a artistas de esquerda, acabou com o imposto sindical obrigatório, quebrou as pernas dos movimentos sociais, cortou privilégios de servidores e avança contra a elite do funcionalismo público em diversas frentes, como o corte de regalias vergonhosas do Judiciário e a ambiciosa reforma da previdência que pretende acabar com os altos salários da elite dos servidores. Como se não bastasse, eliminou outras fontes de receita da esquerda, como os donos das grandes fortunas, banqueiros e especuladores do mercado financeiro com a redução drástica dos juros e da inflação. Por outro lado, as Forças Armadas foram contempladas com mais recursos, aquisição de equipamentos como aeronaves e até mesmo um porta aviões. O eleitor precisa ficar atento aos populistas, aos falsos moralistas e oportunistas que tentam faturar em cima da reputação das Forças Armadas pregando o terror da “Venezuelização”  do Brasil.

O papel das Forças Armadas está previsto na Constituição, assim como o papel dos políticos, membros do Judiciário e das demais Instituições. Querer que um interfira no papel de outro significa querer destruir os preceitos democráticos. De todo modo, as Forças Armadas representam a última fronteira na defesa da Pátria e da Democracia. 
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