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Encontro de Cármen Lúcia com presidente do TRF-4 para discutir julgamento de Lula gera desconfiança



O encontro previsto entre a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), tem levantado uma série de suspeitas entre os brasileiros. A reunião com o desembargador Federal Thompson Flores, presidente do Tribunal da Lava Jato, está prevista para a próxima segunda-feira, 15, às 10hs. A programação foi divulgada nesta sexta, 12, e a assessoria do TRF-4 confirmou que um dos assuntos da audiência será o julgamento do ex-presidente Lula, em Porto Alegre, marcado para o próximo dia 24.

Indicada pelo ex-presidente Lula para o cargo de ministra do STF no ano de 2006, Cármen Lúcia convidou o petista para sua posse na Presidência da Corte em 2016, quando Lula já era réu na Lava Jato. A desconfiança dos brasileiros tem fundamento, uma vez que, no lugar de condenar criminosos da Lava Jato, ministros do Supremo já mandaram soltar vários presos no curso das investigações.

Embora não exista nenhuma regra que impeça que a presidente do Supremo se encontre com o presidente de um tribunal às vésperas do julgamento mais importante da história da República, a credibilidade do Judiciário entre a população anda meio combalida nos últimos meses. Além da tolerância com os desmandos envolvendo o acordo com os criminosos da JBS, o STF tem se posicionado de forma controversa perante a sociedade.

O TRF-4 vai julgar os recursos de Lula, condenado pelo juiz Sérgio Moro a uma pena de 9 anos e seis meses de prisão, e de outros seis réus no processo do famoso triplex do Guarujá. 

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