linkaki

Economista favorito de Bolsonaro para Ministro da fazenda é burro ou é petista?



O endividamento da Petrobras era de 5.3 vezes o caixa da empresa em 2016. Este ano, o endividamento cai para menos da metade, ficando em 2.5 vezes o caixa da estatal. O valor de mercado também sofreu uma variação positiva ao longo dos últimos meses, saltando de cerca de R$ 47 bilhões em abril de 2016 para mais de R$ 220 bilhões em dezembro do ano passado.

Alguns reclamam da nova política de preços da estatal, mas ninguém pergunta quem está pagando a conta dos anos de corrupção do PT. A Petrobras se comprometeu a pagar a investidores americanos quase R$ 10 bilhões por perdas reconhecidas pela própria estatal decorrentes de esquemas de corrupção durante os governos de Lula e Dilma.

Mas o fato é que a maior parte dos problemas da estatal não estão em nada relacionados com a Operação Lava Jato, como a esquerda tenta propagar.  Em seu auge, em maio de 2008, a estatal chegou a ser cotada a R$ 737 bilhões. Boa parte desta valorização extraordinária estava relacionada aos ambiciosos planos de investimentos, atrelados ao alto valor do petróleo no mercado internacional e às expectativas promissoras de extração com o pré-sal.

O problema é que o preço do petróleo no mercado internacional caiu drasticamente de quase U$ 140 o barril para menos de U$ 50 da metade de 2008 para 2009. O preço sofreu oscilação positiva mas logo voltou a cair em 2013. Desta vez, o responsável pela queda foi o aperfeiçoamento das técnicas de exploração do xisto nos Estados Unidos. A exploração de gás e petróleo de xisto mudou completamente o cenário mundial e a queda nas cotações do petróleo forçou a Petrobras a anunciar uma série de desvestimentos, o que ocasionou o cancelamento de projetos e perda de centenas de postos de trabalho. Como se pode ver, não foi a Lava Jato a responsável pelo drama vivido por cerca de 300 mil trabalhadores.

Mas ao que tudo indica, o economista liberal Paulo Guedes, apontado como o favorito Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Fazenda ignora todos estes fatos e prefere se posicionar como um petista quando se refere ao revés sofrido pela Petrobras e por milhares de trabalhadores com a reviravolta na cotação do petróleo no mercado interacional?

“Não me sensibiliza dizer que a Lava Jato destruiu 300 mil empregos no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Eu pago dois anos de crise para ter um país decente.”, afirmou Paulo Guedes em entrevista recente.

O guru de Bolsonaro para a área econômica repercutiu na prática uma das mais vergonhosas narrativas dos petistas sobre a quebradeira na Petrobras no tocante ao número de demissões causadas pela má gestão das administrações petistas na estatal e pela variação do preço do barril do petróleo no mundo. Diante da catástrofe das administrações petistas, Lula e os gênios do PT resolveram então criar uma versão na qual o juiz federal Sérgio Moro seria o maior culpado pela onda de demissões que varreu mais de 300 mil postos de trabalho em empresas terceirizadas.

O problema é que a maioria das pessoas bem informadas sabem que foi a própria diretoria executiva da companhia aprovou a revisão do plano de desinvestimento – termo técnico para a venda de ativos, projetos, negócios e propriedades de uma empresa – para o biênio 2015 e 2016.

Já no segundo anúncio de desinvestimentos, a empresa cortou US$ 13,7 bilhões em projetos previstos para os dois anos. A mudança é significativa em relação ao plano anterior, divulgado em fevereiro de 2015 – antes da renúncia da ex-presidente Graça Foster –, que previa desinvestimentos de US$ 5 bilhões a US$ 11 bilhões entre 2014 e 2018.

A petroleira enfrentava alta no endividamento e dificuldades de caixa para financiamento de seus novos projetos. O endividamento líquido da companhia saltou de um patamar de R$ 100 bilhões no início de 2012 para mais de R$ 260 bilhões no final de setembro de 2014.

"Este plano faz parte do planejamento financeiro da Companhia que visa à redução da alavancagem, preservação do caixa e concentração nos investimentos prioritários, notadamente de produção de óleo e gás no Brasil em áreas de elevada produtividade e retorno", afirmou a estatal em comunicado ao mercado.

Na ocasião, a petroleira afirmou ainda que alterações em variáveis de mercado podem fazer com que a empresa mude a meta. "Ressaltamos que o valor aprovado de US$ 13,7 bilhões é a melhor estimativa da Petrobras. No entanto, ela é sensível a variáveis de mercado, tais como a cotação do barril de petróleo tipo Brent, taxa de câmbio, crescimento econômico brasileiro e mundial, dentre outras."

Consumo em queda, preço internacional em queda geraram perdas de lucros. Nenhuma relação com a Lava Jato.

De acordo com o balanço não auditado do 3º trimestre do ano de 2015, a Petrobras teve uma queda no lucro líquido na ordem de 22% frente ao mesmo período de 2014 e de mais de 55% em relação a 2013.

Na verdade, os esquemas de corrupção do PT na estatal geraram perdas de ativos na ordem R$ 88,6 bilhões até aquele ano de 2015. Somou-se a isso a queda da cotação do barril do petróleo no mercado internacional. Um combinação de fatores que culminaram na decisão da Petrobras de cancelar a construção de duas refinarias (Premium I e Premium II) nos estados do Maranhão e Ceará. Segundo a direção da estatal assumiu em março de 2013, o cancelamento dos projetos foi motivado por fatores econômicos. Na época, o então gerente-executivo de Programas de Investimento da área de Abastecimento da Petrobras, Wilson Guilherme Ramalho da Silva, afirmou que “A decisão foi eminentemente econômica. Não basta ter um projeto tecnicamente viável. Tem que ter também um projeto de capital” e confirmou que “os dois projetos ficaram fora da carteira de investimentos [da Petrobras]”

Posteriormente, a estatal anunciaria a paralisação de projetos do Comperj e da Refinaria Abreu e Lima, alegando novamente motivos eminentemente econômicos. Foi o próprio governo do PT que adotou a política de cortes de investimentos da estatal. Todas as demissões ocorreram durante o governo Dilma. Culpar o juiz Sérgio Moro pela roubalheira do PT na estatal, pela gestão temerária da companhia e pela queda na cotação do petróleo no mercado internacional é covardia.

Somente no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, foram 38 mil demissões entre 2014 e 2015, segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial de Itaboraí (Sintramon). Não foi por acaso que o ex-presidente Lula foi barrado pela polícia militar de realizar um comício dentro do complexo no mês de novembro, quando menos de 200 sindicalistas ligados a CUT compareceram ao ato vergonhoso.

Apesar de todos estes fatos, o grande economista apontado por Bolsonaro como um expert em economia afirma: "Não me sensibiliza dizer que a Lava Jato destruiu 300 mil empregos no Comperj"

Informe seu Email para receber notícias :