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Baixo astral e medo de calote na montagem do acampamento para julgamento de Lula em Porto Alegre



Os envolvidos na montagem do acampamento para o julgamento do ex-presidente Lula no dia 24 de janeiro em Porto Alegre não conseguiam esconder o clima de baixo astral diante das informações da baixa adesão da militância ao ato convocado por movimentos sociais controlados pelo PT. Entre os trabalhadores envolvidos na montagem da estrutura, surgiram até comentários sobre o receio de calote.

A expectativa era a de reunir pelo menos 20 mil pessoas na capital gaúcha, segundo as estimativas inicias do PT e da da Frente Brasil Popular, mas as notícias de que o partido não conseguirá mobilizar a militância em número satisfatório tem tirado o entusiasmo dos envolvidos na organização do acampamento.

A esperança dos organizadores é a de que ao menos o MST consiga levar grupos das regiões para o local. Os ilustres convidados começam a chegar a partir d desta segunda-feira, 22, com a marcha de camponeses da Via Campesina, da Ponte do Guaíba (BR 116).

O acampamento montado no Anfiteatro Pôr do Sol fica a 2 quilômetros do TRF-4, onde ocorrerá o julgamento do recurso petista, condenado a uma pena de 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A infraestrutura, feita de madeira,  contará com tendas para  de debates, alojamento das caravanas, cozinha e centro de saúde.

O temor dos organizadores é que o local da "Grande Vigília pela Democracia" repita o fiasco do julgamento de Lula em agosto, na 13ª Vara Federal de Curitiba, quando apenas 2 mil militantes do MST foram mobilizados.

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