Aprenda a votar, Brasil. Políticos oportunistas se apropriam de todas as causas em época de eleição



Os modelos de manipulação de massa utilizados pela esquerda foram tão eficazes ao longo das últimas décadas que até setores da política que se dizem de direita passaram a utilizar as mesmas técnicas~que conduziram o PT e seus aliados ao poder no início dos anos 2000.

A cultura é uma característica inerente a qualquer sociedade, bem como a religião, os problemas sociais, raciais e econômicos. A esquerda se notabilizou por sua capacidade de problematizar conflitos e se apropriar de causas com extrema eficiência. Héteros problematizaram e se apropriaram de causas LGBTs, brancos, ricos, e bem sucedidos financeiramente, problematizaram e se apropriaram de causas raciais, sociais, etc.

As esquerdas brasileiras prosperaram em torno de apropriação de temas relacionados à causa indígena, ao feminismo, ao anti-racismo, à homofobia, aos direitos humanos, etc. Isso sem contar com o estelionato em relação à classe trabalhadora como um todo. Foi um dos maiores assaltos ao protagonismo dessas minorias, que pouco ou nada se beneficiaram ao cairem na armadilha dos oportunistas que estavam dispostos a tudo para chegar ao poder. A fragmentação e a setorização de demandas sociais foi crucial para a escalada da esquerda ao poder, embora não tenham tenham conseguido entregar nenhuma transformação revolucionária aos segmentes que se apropriaram politicamente. Tudo não passou de mais uma fraude ideológica.

Até mesmo os movimentos sociais controlados pelo PT foram capazes de vender uma perspectiva de redenção para um contingente extraordinário de seguidores, que sequer se deram conta de que foram todos colocadas como um fator secundário ao final.

Como a esquerda, de modo geral, sofreu um revés muito grande perante a opinião pública com a derrocada do PT do poder, abatido por denúncias de corrupção e malversação dos recursos públicos que culminaram na maior recessão da história do Brasil, a moda agora entre os políticos é se apropriar da temática anti-esquerda. De forma sutil, alguns candidatos insinuam que vão acabar com os comunistas e socialistas, com manifestações LGBTs e até mesmo com os bandidos, como se isso fosse realmente possível.

Este tipo de conduta tem sido bastante produtiva e o momento é providencial. Milhões de brasileiros se ressentem com o estrago promovido pelo PT no país ao longo da última década e meia. Muitos dos que se permitem iludir por este tipo de canto da sereia votaram na esquerda nas últimas eleições. Outra parcela se sentiu enganada por terem votado em candidatos que se diziam de direita e honestos, como Aécio Neves. Novamente, não se dão conta de que alguns candidatos estão se apropriando de seus ressentimentos e, por meio de uma improvável cruzada, prometendo vingá-los por terem sido traídos.

Normalmente, os políticos recorrem à este tipo de técnica apenas para ocultar a sua falta de propostas concretas para os desafios mais complexos do país em áreas como a economia, infraestrutura, energia, problemas urbanos e reformas estruturais, de modo geral. Para evitar embaraços, vão avançando em suas campanhas se apropriando de coisas menos palpáveis e promessas mirabolantes de dividir o país entre os azuis e os vermelhos. Não há qualquer preocupação com a reeducação de toda uma sociedade dividida por décadas de pregações de ódio promovidas pela esquerda. Na verdade, os políticos continuam fazendo o mesmo dever de casa da classe, disseminando o ódio contra opositores, se referindo aos grupos rivais como 'grupelhos', canalhas, etc. Na prática, pregam o ódio do povo contra o próprio povo. Amigos e familiares chegam a se desentenderem para defender seus políticos de estimação, que não estão nem aí para o drama que geram na sociedade.

Como o apelo ideológico presente na problematização e apropriação de causas não requer absolutamente nenhum conhecimento concreto, candidatos passaram a se apropriar de elementos mais etéreos e amplos ainda, como a pátria, Deus e a honestidade. Partiram definitivamente para o ataque no atacado. Se apropriar de conceitos e temas tão amplos é muito melhor que ficar apenas nas minorias. Afinal, ainda que de modo superficial, quem não defenderia a pátria, Deus e a honestidade? Ninguém se dá conta de que permitir que qualquer sujeito se aproprie de suas aspirações e anseios significa permitir ser expropriado. Diferentes fatores sociais têm origens em instâncias diferentes da vida social. É até mesmo imoral que alguém se aproprie de tudo e jogue em um balaio apenas para vencer uma eleição.

É claro que sem a estupidez do eleitor, nada disso seria possível. O povo brasileiro ainda é movido por paixões e convicções improváveis. Boa parte da população, tanto entre os simpatizantes da esquerda quanto da direita, adota uma postura em relação à política similar à dispensada ao time de futebol de sua preferência. A anuência quase cega de suas opções impede que reflita sobre suas escolhas, que reconsidere suas opiniões e até mesmo que questione a postura de seus ídolos. Por mais estúpido que isso possa parecer, em época de eleições é possível perceber que o povo, alienado, briga entre si para defender...políticos. Não é para rir.

Nos próximos meses, acompanhe as propostas de cada candidato que surgir, fique de olho na demagogia, no populismo e nos truques sórdidos usados pela esquerda para dividir o país. É justamente nisto que os políticos apostam: uma nação dividida é uma nação fraca. Ficou bastante claro pela última experiência que a esquerda merece passar um bom período longe do poder. Até mesmo os simpatizantes da esquerda devem reconhecer que seus escolhidos tiveram sua chance e deu no que deu. Ocorre que o povo não é político. Povo é povo, que é quem sempre paga o pato no final das contas. O povo e o Brasil.
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